-
Lula define Enem como 'guerra pela educação' e critica conflitos armados
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
ONU aprova retirada das forças de paz do Líbano em 2027
O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta quinta-feira (28), a prorrogação pela última vez do mandato das forças de manutenção de paz no sul do Líbano (Unifil) e, programou sua retirada para 2027, sob pressão dos Estados Unidos e de Israel.
Imediatamente, Israel e Estados Unidos classificaram a decisão de "histórica".
"Por uma vez temos alguma boa notícia da ONU", declarou o embaixador israelense, Danny Danon, ao acusar a Unifil de não ter conseguido impedir que Hezbollah "tomasse o controle da região".
"Pedimos à comunidade internacional que aproveite o próximo ano para fortalecer as Forças Armadas libanesas", comentou a embaixadora interina dos Estados Unidos, Dorothy Shea, ressaltando que o "i" da Unifil significa "interino".
Aproximadamente 10.800 capacetes azuis atuaram como intermediários entre Israel e Líbano desde março de 1978.
Mas a renovação habitual de seu mandato, que expira no domingo, enfrentou este ano a hostilidade de Israel e seu aliado americano, que pedem sua retirada.
Com o apoio de Beirute, a França, responsável por esse tema no Conselho de Segurança, considerou inicialmente uma prorrogação de um ano, alegando a "intenção" de avançar com a retirada da Unifil.
Mas diante do risco de um veto americano, após várias versões e um adiamento da votação, a resolução aprovada por unanimidade nesta quinta-feira estabelece claramente o fim da missão em 16 meses.
O Conselho "decide prorrogar o mandato da Unifil pela última vez (...) até 31 de dezembro de 2026 e iniciar uma redução e retirada ordenadas e seguras a partir de 31 de dezembro de 2026 e no prazo de um ano".
Ao final desse período, o Exército libanês será o único capaz de garantir a segurança no sul do país, diz o texto.
- Situação ainda "volátil" -
O embaixador adjunto francês, Jay Dharmadhikari, comemorou a prorrogação de 16 meses.
"A situação segue sendo volátil, e esforços coletivos ainda são necessários para uma estabilização duradoura ao longo da Linha Azul", a linha de demarcação estabelecida pela ONU entre Líbano e Israel, insistiu.
Vários Estados-membros expressaram mais claramente sua decepção pela saída antecipada dos capacetes azuis.
"O Reino Unido acredita que uma retirada prematura da Unifil corre o risco de fomentar um ambiente de segurança que o Hezbollah pode explorar", disse o representante britânico, James Kariuki.
Seu contraparte chinês, Geng Shuang, denunciou a "insistência obstinada" de um membro do Conselho que tem mostrado "total desprezo" pela situação no terreno.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, comemorou a prorrogação até o final de 2026, enquanto o presidente Joseph Aoun disse acreditar que esses 16 meses a mais darão à Unifil "a oportunidade (...) de fortalecer a estabilidade na fronteira sul".
A votação no Conselho de Segurança ocorre após o compromisso de Beirute de desarmar e desmantelar o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah até o final do ano, sob pressão de Washington e como parte da implementação do cessar-fogo que pôs fim à guerra com Israel em 2024.
Esse acordo prevê a retirada do Hezbollah da zona ao sul do rio Litani e o desmantelamento de sua infraestrutura militar, em troca de um maior destacamento do Exército libanês e das forças de paz da ONU.
O acordo de cessar-fogo prevê a retirada israelense da área, mas Israel mantém tropas em posições fronteiriças consideradas estratégicas e realiza ataques regulares contra seu vizinho do norte.
A resolução desta quinta-feira também pede a Israel "que retire suas forças do norte da Linha Azul".
O.Lorenz--BTB