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Presidente chinês recebe líderes mundiais para reunião da OCX
O presidente da China, Xi Jinping, recebeu neste sábado (30) os primeiros líderes estrangeiros que participarão de uma reunião de cúpula internacional para promover uma governança mundial alternativa à ocidental.
Xi recebeu o secretário-geral da ONU, António Guterres, informou a imprensa estatal na véspera do encontro da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), que acontecerá no domingo e na segunda-feira na cidade costeira de Tianjin (norte).
Também já chegaram ao país os chefes de Governo do Egito, Camboja e Nepal, assim como o líder da junta militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Quase 20 chefes de Estado e de Governo participarão, ao lado de representantes de várias organizações internacionais, do maior encontro da OCX desde sua fundação em 2001.
Entre os nomes confirmados estão os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do Irã, Masud Pezeshkian.
Putin e Pezeshkian permanecerão na China até a próxima quarta-feira (3 de setembro) para acompanhar um desfile militar em Pequim, que celebrará os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.
O desfile, que também contará com a presença do líder norte-coreano Kim Jong Un, exibirá equipamentos de última tecnologia das Forças Armadas chinesas.
Segundo a comunicação oficial do governo chinês, o desfile pretende ser uma demonstração de força e uma afirmação da vontade de paz do país asiático, cujo poderio militar seria uma garantia de estabilidade em um mundo cada vez mais turbulento.
Ao mesmo tempo, a reunião de cúpula da OCX é apresentada como um modelo de multilateralismo, longe das "mentalidades da Guerra Fria e das noções obsoletas de confronto geopolítico", afirmou a agência estatal Xinhua.
A OCX é integrada por China, Índia, Rússia, Paquistão, Irã, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Belarus, com outros 16 países afiliados como observadores ou "parceiros de diálogo".
O bloco, muitas vezes apresentado como um contrapeso à Otan, representa quase metade da população mundial e uma parte significativa do PIB global.
M.Ouellet--BTB