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Flotilha com ajuda humanitária para Gaza volta a zarpar de Barcelona
Os barcos que transportam ajuda humanitária e centenas de ativistas com destino a Gaza partiram novamente de Barcelona nesta segunda-feira (1º), poucas horas após terem retornado ao seu porto de origem devido a condições climáticas adversas, constataram jornalistas da AFP.
A flotilha, composta por cerca de vinte barcos e na qual viajam delegações de vários países, inclusive do Brasil, além de personalidades como a ambientalista sueca Greta Thunberg, partiu por volta das 17h30 GMT (12h30 de Brasília), após uma primeira tentativa frustrada de zarpar de Barcelona no domingo.
Segundo os organizadores da Global Sumud Flotilla ('sumud' significa resiliência em árabe) tem como objetivo "abrir um corredor humanitário e pôr fim ao genocídio em curso do povo palestino" no contexto da guerra entre Israel e Hamas.
Ventos fortes no Mediterrâneo forçaram a flotilha a voltar para Barcelona após a primeira tentativa.
"Devido às condições climáticas inseguras (...), retornamos ao porto para esperar a tempestade passar", afirmou a missão em um comunicado, sem revelar quando as embarcações deram meia volta.
"Isto significou atrasar nossa saída para evitar complicações com as embarcações menores", acrescentou a nota, citando ventos superiores a 55 quilômetros por hora.
A Global Sumud Flotilla informou ter tomado esta decisão "para dar prioridade à segurança e ao bem-estar de todos os participantes e garantir o sucesso de [a] missão".
Além de Thunberg, a missão inclui ativistas de dezenas de países, artistas como o ator irlandês Liam Cunningham e o espanhol Eduard Fernández, além de legisladores e personalidades europeias, como a ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau.
Segundo informações publicadas no domingo pela Agência Brasil, entre as delegações que viajam na flotilha estão 13 representantes do Brasil, entre os quais está o ativista Thiago Ávila.
Ávila esteve entre os ativistas detidos e deportados por Israel em junho, enquanto tentavam levar ajuda humanitária ao território palestino a bordo do barco "Madleen".
A chegada da Global Sumud Flotilla a Gaza está prevista para meados de setembro, após Israel bloquear duas tentativas de ativistas de entregar ajuda humanitária a Gaza por barco em junho e julho.
A ONU declarou estado de fome extrema em Gaza e alertou que 500 mil pessoas enfrentam condições "catastróficas".
A guerra no território palestino foi desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, durante o qual militantes islamistas mataram 1.219 pessoas, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais.
Eles também sequestraram 251 reféns, dos quais 47 permanecem cativos em Gaza — incluindo 25 que se acredita estarem mortos — segundo o Exército israelense.
A ofensiva de represália israelense matou mais de 63 mil palestinos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, governada pelo Hamas, considerados confiáveis pela ONU.
K.Brown--BTB