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Aliados da Ucrânia se reúnem em Paris para pressionar Trump e Rússia
Os aliados europeus da Ucrânia se reúnem em Paris nesta quinta-feira (4) para demonstrar a Donald Trump que estão dispostos a fornecer garantias de segurança a Kiev após o fim da guerra com a Rússia, se Washington apoiá-los e pressionar Moscou.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, se reunirá com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e os líderes que compõem a "coalizão dos voluntários", principalmente europeus, incluindo o britânico Keir Starmer, o alemão Friedrich Merz e o polonês Donald Tusk, alguns deles por videoconferência.
Diante de um Trump imprevisível e de um presidente russo mais inflexível do que nunca, cujo Exército avança na Ucrânia, o grupo quer demonstrar sua determinação em não abandonar Kiev e não ser marginalizado caso Washington e Moscou negociem o fim da guerra.
"Nós, europeus, estamos dispostos a fornecer garantias de segurança à Ucrânia e aos ucranianos no dia da assinatura de um acordo de paz", declarou o presidente francês na noite de quarta-feira, antes da chegada de Zelensky.
Macron afirmou que os detalhes são "extremamente confidenciais", mas que "os preparativos foram concluídos" em uma reunião anterior de ministros da Defesa.
Às vésperas da reunião, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que observará a evolução da situação, mas que está disposto a "resolver" seus objetivos "por meios militares".
Os líderes europeus têm se mostrado bastante reservados quanto à natureza das garantias, que devem incluir o envio de tropas europeias para a Ucrânia, treinamento e apoio "de respaldo" dos Estados Unidos.
Zelensky afirmou estar confiante que os aliados de Kiev ajudarão a "aumentar a pressão sobre a Rússia para que avance em direção a uma solução diplomática". Mas também acrescentou: "Infelizmente, ainda não vimos nenhum sinal da Rússia de que eles queiram encerrar a guerra".
- "Inaceitáveis" -
Horas antes do início das negociações, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que quaisquer garantias de segurança para a Ucrânia são "absolutamente inaceitáveis".
"Estas não são garantias para a segurança da Ucrânia, são garantias de perigo para o continente europeu", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, à margem de um fórum econômico realizado no Extremo Oriente da Rússia.
Ela acrescentou que Moscou não aceitaria a mobilização de tropas estrangeiras na Ucrânia "em nenhum formato".
A reunião desta quinta-feira será seguida por conversas telefônicas com o presidente dos EUA, Donald Trump, às 12h00 GMT (9h00 no horário de Brasília), e uma coletiva de imprensa uma hora depois.
Trump indicou que Washington poderia apoiar qualquer plano europeu de manutenção da paz, mas que não enviaria tropas americanas para a Ucrânia.
L.Janezki--BTB