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Ataque a tiros em Jerusalém deixa seis mortos
Seis pessoas morreram e oito ficaram feridas nesta segunda-feira em um ataque a tiros em Jerusalém Leste, informaram os serviços de emergência de Israel.
Este é um dos ataques mais violentos na cidade desde o início da guerra na Faixa de Gaza em outubro de 2023.
O ataque aconteceu na entrada do bairro de Ramot, em Jerusalém Leste, a parte de maioria palestina ocupada e anexada por Israel. Segundo a polícia, dois criminosos abriram fogo contra um ponto de ônibus.
Os serviços de emergência e as equipes médicas "declararam a morte de quatro vítimas, incluindo um homem de cerca de 50 anos e três homens com idades por volta de 30 anos", afirma um comunicado de Magen David Adom, o equivalente israelense da Cruz Vermelha.
Mais tarde, as autoridades confirmaram as mortes de mais duas pessoas, uma mulher e um homem, em hospitais da cidade.
A imprensa local publicou as identidades de quatro vítimas, que eram judeus ultraortodoxos. Em Madri, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que uma vítima tinha nacionalidade espanhola.
O Magen David Adom indicou que oito pessoas ficaram feridas, cinco delas em estado grave.
"Um agente das forças de segurança e um civil presentes no local reagiram imediatamente. Eles responderam e neutralizaram os agressores", informou a polícia.
"Foi uma cena muito difícil", declarou o enfermeiro Fadi Dekaidek no comunicado publicado pelos serviços de emergência.
"Os feridos estavam no chão e na calçada, perto de um ponto de ônibus. Alguns estavam inconscientes", disse o enfermeiro.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu teve uma reunião "com os comandantes das forças de segurança", informou seu gabinete.
O presidente Isaac Herzog afirmou na rede social X que "este ataque horrível nos recorda que estamos lutando contra o mal absoluto".
O movimento islamista Hamas, em guerra com Israel na Faixa de Gaza, celebrou o ataque e afirmou que os agressores eram palestinos.
"Afirmamos que esta operação é uma resposta natural aos crimes da ocupação e ao genocídio que está sendo cometido contra nosso povo", afirma um comunicado divulgado pelo grupo.
O Exército israelense indicou que suas forças "estão procurando suspeitos" na área do ataque e cercavam vilarejos palestinos na região de Ramallah, na Cisjordânia ocupada.
H.Seidel--BTB