-
México 'merecia uma noite como esta', comemora Aguirre após classificação para 16-avos da Copa
-
México vence Equador (2-0) e avança às oitavas de final da Copa do Mundo
-
Olise, o mago onipresente da França
-
Pochettino minimiza 'maldição' dos EUA contra seleções europeias
-
Tuchel reconhece favoritismo da Inglaterra contra RD Congo nos 16-avos da Copa
-
Nasa revela planos para construir base na Lua
-
EUA suspende restrições a modelos avançados de IA da Anthropic
-
Trump ganhou quase US$ 1,2 bilhão com criptomoedas em 2025
-
Chuva adia início do jogo entre México e Equador no Estádio Azteca
-
Copa do Mundo de 2026 ultrapassa marca de 5 milhões de espectadores nos estádios
-
Respirar sem se desesperar: mulher conta como sobreviveu sob os escombros na Venezuela
-
França deve levar Paraguai 'a sério', diz Mbappé
-
RD Congo joga pressão para Inglaterra: 'Nossa Copa já é um sucesso'
-
Com show de Mbappé e Olise, França atropela Suécia (3-0) e vai às oitavas da Copa
-
A hora de Pulisic pelos EUA contra a Bósnia nos 16-avos da Copa
-
Milhares de sul-africanos pedem expulsão de imigrantes sem documentos
-
Ronald Koeman pede demissão da seleção holandesa após eliminação na Copa
-
Serena Williams retorna ao circuito de simples com derrota em Wimbledon
-
Alemanha questiona sua identidade após mais uma decepção na Copa do Mundo
-
'Consigo jogar os 90 minutos contra a Áustria', garante Yamal, a 2 dias da estreia no mata-mata
-
Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã
-
Mercosul mostra divergências após acordo com a UE e manifesta solidariedade à Venezuela
-
Alemanha não pode 'simplesmente voltar ao normal', diz presidente da federação
-
Seleção do Irã se despede de Tijuana com apoio de torcedores mexicanos
-
Chefe da CIA define modelos mais avançados de IA como 'armas nucleares digitais'
-
Senegal e Bélgica afinam pontaria para duelo valendo vaga nas oitavas da Copa
-
Noruega vence Costa do Marfim (2-1) e vai enfrentar o Brasil nas oitavas da Copa
-
Inglaterra tenta resolver quebra-cabeças defensivo contra RD Congo
-
Jihadistas sequestram mais de 30 estudantes em escola da Nigéria
-
Zverev perde set, mas avança à segunda rodada de Wimbledon
-
Netanyahu diz que Israel ficará no Líbano enquanto durar ameaça do Hezbollah
-
Supremo dos EUA rejeita tentativa de Trump de restringir cidadania por nascimento
-
'Estou pronto para ajudar a seleção', diz meio-campista português Bernardo Silva
-
Ben Shelton, número 5 do mundo, cai na estreia em Wimbledon
-
Falta de comida e de abrigo sufoca os sobreviventes dos terremotos na Venezuela
-
Paquetá tem lesão muscular confirmada e vira dúvida para as oitavas de final da Copa
-
Rybakina avança com dificuldade para segunda rodada de Wimbledon
-
Cúpula do Mercosul começa com crítica a assimetrias do pacto com a UE
-
Monaco exerce opção de compra de Ansu Fati
-
Milan anuncia contratação do atacante português Gonçalo Ramos
-
Cúpula do Mercosul começa com dura crítica a assimetrias do pacto com a UE
-
Francisco Cerúndolo cai na primeira rodada em Wimbledon
-
Suprema Corte dos EUA avaliza exclusão de esportistas trans de competições femininas
-
Iga Swiatek inicia defesa de título de Wimbledon com vitória difícil
-
Os desafios de Keiko Fujimori na Presidência do Peru
-
Mbappé e Haaland disputam seu futuro na Copa do Mundo
-
'Onde está?': famílias buscam seus desaparecidos após terremotos na Venezuela
-
Celebridades de Hollywood marcam presença nas arquibancadas da Copa do Mundo
-
Nasa prepara missão robótica para salvar o telescópio espacial Swift
-
Milhares de sul-africanos pedem expulsão de migrantes sem documentos
Colômbia concedeu 'incentivo perverso' a guerrilheiros para negociar, diz defensora de Direitos Humanos
O governo da Colômbia concedeu um "incentivo perverso" aos guerrilheiros das Farc que se afastaram do acordo de paz ao lhes dar o mesmo reconhecimento político daqueles que depuseram as armas, afirmou nesta segunda-feira (6) a defensora do povo, Iris Marín, em entrevista à AFP.
O presidente de esquerda Gustavo Petro tenta negociar a paz com todos os grupos armados, uma de suas promessas de campanha. Porém, a dez meses de deixar o poder, não alcançou acordos significativos, e 2025 se projeta como um dos anos mais violentos da última década.
"Começou a haver um tratamento politicamente equivalente: ter assinado o acordo de paz e cumprido suas cláusulas, ou ter desertado, ou nunca assinado. Acho que isso foi um incentivo perverso", declarou Marín de seu gabinete em Bogotá.
A maior parte da antiga guerrilha, a mais poderosa do continente, depôs as armas, mas alguns rejeitaram o acordo de 2016 e se rearmaram em pelo menos quatro grupos dissidentes das Farc, hoje em conflito entre si.
A violência aumentou devido a esse "fracionamento dos grupos armados", que possuem "baixo nível de ideologização" e são financiados por "economias ilegais", como o tráfico de drogas e a mineração ilegal.
Segundo Marín, este é um problema herdado dos governos do Nobel da Paz Juan Manuel Santos e do direitista Iván Duque, pela falta de investimento em territórios afetados pelo conflito.
"Talvez o governo [de Petro] tenha agido com a intenção de avançar no desarmamento e nas negociações... mas os incentivos que deu acabaram sendo perversos para esses efeitos", enfatizou a primeira mulher a chefiar a entidade de direitos humanos do país.
"Em 2025, a situação se agravou", com aumento da violência, incluindo assassinatos de líderes sociais (119), casos de recrutamento forçado (88) e o pior deslocamento desde que há registros, com quase 85 mil pessoas expulsas de suas casas, afirmou Marín.
Dissidências das Farc, a guerrilha ELN, também dividida, o Clan del Golfo, maior cartel do país, e dezenas de outras facções disputam o poder no país, maior produtor mundial de cocaína.
- Drones difíceis de neutralizar -
Especialmente na fronteira com a Venezuela e próximo ao Pacífico, drones carregados com explosivos usados por grupos armados ilegais mudaram o paradigma da guerra na Colômbia.
Sem a sofisticação de outros conflitos, como o da Ucrânia e da Rússia, guerrilheiros compram esses equipamentos a baixo custo, que também atingem civis, incluindo crianças, segundo Marín.
"É relativamente barato e simples para os grupos armados usar drones. Para as forças públicas, é uma novidade difícil de neutralizar", disse.
Em 2025, as forças militares começaram a adquirir sistemas antidrones para enfrentar adaptações artesanais usadas por grupos armados para surpreender inimigos ou intimidar comunidades.
Embora geralmente direcionados contra forças de segurança, os drones já causaram dezenas de mortes de civis, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Entre janeiro e maio, a organização documentou na Colômbia 524 vítimas de artefatos explosivos, aumento de 145% em relação ao mesmo período do ano anterior, especialmente devido ao uso de drones.
"A população civil, sem dúvida, está sofrendo muito", acrescentou Marín.
A AFP apurou que já são realizados testes no país para usar drones com capacidade de lançar granadas contra grupos ilegais.
- Mercenários de "exportação" -
Com mais de meio século de conflito, militares colombianos adquiriram uma formação valorizada internacionalmente.
Aposentados e muitas vezes com pensões baixas, são recrutados como mercenários em países distantes, como o Sudão, onde recentemente o governo acusou um grupo de colombianos de lutar ao lado de paramilitares contra o Exército.
Para Marín, esse fenômeno reflete, em parte, a falta de "judicialização efetiva de membros das forças públicas que cometeram graves violações de direitos humanos" na Colômbia.
A defensora lembrou que alguns ex-militares envolvidos no assassinato do presidente haitiano Jovenel Moise, em 2021, estavam sob investigação por mortes de milhares de civis apresentadas pelo exército como guerrilheiros abatidos em combate, em troca de benefícios.
"Enquanto a Colômbia não tiver uma política séria de reintegração de ex-combatentes ou de judicialização de criminosos, haverá mão de obra disponível", afirmou.
"E, infelizmente, de exportação para o mundo", acrescentou, referindo-se a conflitos em andamento no exterior.
O.Lorenz--BTB