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Talibãs afegãos afirmam que dezenas de soldados paquistaneses morreram em confrontos fronteiriços
O governo afegão, liderado pelos talibãs, informou neste domingo (12) que dezenas de soldados paquistaneses e nove soldados afegãos morreram em intensos confrontos ao longo da fronteira entre os dois países na noite de sábado.
As forças talibãs do Afeganistão afirmaram ter atacado soldados paquistaneses ao longo da fronteira no sábado, em resposta ao "bombardeio realizado pelo exército paquistanês em Cabul" na quinta-feira.
Islamabad não assumiu diretamente a responsabilidade pelos ataques de quinta-feira, mas costuma insistir que tem o direito de se defender da ascensão de grupos armados que o atacam a partir do solo afegão.
As relações entre os dois países vizinhos têm sido muito tensas desde que os talibãs retornaram ao poder no Afeganistão no verão de 2021.
O Paquistão acusa Cabul continuamente de proteger os talibãs paquistaneses (TTP), o que o Afeganistão nega.
O grupo, formado em combate no Afeganistão e que alega compartilhar a mesma ideologia dos talibãs afegãos, é acusado por Islamabad de ter matado centenas de seus soldados desde 2021.
O porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, afirmou em uma coletiva de imprensa neste domingo que "58 soldados paquistaneses morreram durante esta operação [na fronteira] e nove talibãs perderam a vida". Islamabad, no entanto, não confirmou esse número.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, prometeu em um comunicado que "não haverá concessões em relação à defesa do Paquistão, e toda provocação será seguida por uma resposta forte e eficaz".
O Ministério da Defesa talibã no Afeganistão comemorou no sábado o "sucesso" de sua operação, lançada "em resposta às repetidas violações e ataques aéreos em território afegão pelo exército paquistanês".
Mujahid também garantiu neste domingo que "o Paquistão atacou esta manhã e estamos prontos para responder com firmeza".
Um jornalista da AFP presente na província de Khost, no Afeganistão, confirmou os intensos disparos vindos do Paquistão na fronteira.
L.Dubois--BTB