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Secretário do Tesouro americano acusa China de querer prejudicar economia mundial
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou a China de ter a intenção de prejudicar a economia mundial depois que Pequim instaurou novas restrições às exportações no setor estratégico de terras raras.
"Isto é um sinal do quão fraca é sua economia e querem arrastar todos os outros com eles", afirmou Bessent durante uma entrevista ao jornal Financial Times na segunda-feira (13).
A declaração é uma resposta à decisão de Pequim de impor novos controles às exportações de terras raras, um setor dominado pela China e fundamental para produzir metais necessários para as indústrias de automóveis, equipamentos eletrônicos e defesa.
Para Bessent, a medida revela as dificuldades na economia chinesa: "Eles estão em meio a uma recessão/depressão e tentam sair disso através das exportações", disse.
Em retaliação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que estabelecerá tarifas adicionais de 100% aos produtos chineses a partir de 1º de novembro. Além disso, colocou em dúvida a reunião com seu homólogo Xi Jinping durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que começa no fim do mês.
Nesta terça-feira (14), Pequim garantiu que lutará "até o fim" na guerra comercial contra Washington.
"No que diz respeito às guerras tarifárias e comerciais, a postura da China continua sendo a mesma", disse um porta-voz do Ministério do Comércio em um comunicado.
"Se quiserem lutar, lutaremos até o fim; se quiserem negociar, nossa porta permanece aberta", acrescentou.
A partir desta terça-feira, Pequim impõe tarifas especiais aos navios americanos que entrarem em seus portos em resposta a medidas semelhantes de Washington que devem entrar em vigor neste mesmo dia.
No domingo, Trump pareceu recuar em sua retórica combativa em uma publicação em sua plataforma Truth Social, na qual afirmou que "tudo ficará bem" e que seu país quer "ajudar" a China.
O.Lorenz--BTB