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Israel reitera que Hamas 'será desarmado' em Gaza
A porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse, nesta quinta-feira (11), que "não há futuro para o Hamas na Faixa de Gaza" e que o grupo será desarmado. A declaração ocorreu um dia depois da proposta do movimento islamista palestino de realizar um único "congelamento" de seu arsenal.
"O Hamas e as outras facções terroristas não vão desempenhar nenhum papel na governança de Gaza, nem diretamente, nem indiretamente, de forma nenhuma", disse à imprensa a porta-voz Shosh Bedrosian.
Um pouco antes, um alto funcionário do governo, que pediu anonimato, já tinha previsto que "o grupo terrorista será desarmado e Gaza, desmilitarizada".
O funcionário deu esta declaração em resposta ao número um do Hamas, Khaled Mechaal, que na quarta-feira afirmou que "a ideia de um desarmamento total é inaceitável".
O que se propõe, segundo Mechaal, é um "congelamento ou armazenamento" para "dar garantias contra qualquer escalada militar a partir de Gaza".
"É a ideia sobre a qual discutimos com os mediadores e penso que com uma posição americana pragmática (...), essa visão poderia ser aceita pela administração americana", assinalou.
O líder do Hamas disse que não "se opõe" à mobilização de tropas ao "longo da fronteira" para "separar" Gaza de Israel.
Mas repudia que operem dentro do território palestino, como previsto no acordo de cessar-fogo pois, segundo ele, isto "se assemelharia a uma ocupação".
Os mediadores, assim como os países árabes e islâmicos, podem agir como "garantidores" para evitar uma escalada, acrescentou.
A primeira etapa do plano do presidente americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra previa, com o início de uma trégua em 10 de outubro, a devolução dos reféns vivos e mortos retidos em Gaza, em troca de centenas de presos palestinos detidos em Israel.
Desde a quarta-feira resta apenas o corpo de um refém em Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse no domingo que espera "muito em breve" passar para a segunda etapa do plano, e anunciou um novo encontro com Trump em 29 de dezembro.
I.Meyer--BTB