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Kast promete recuperar 'ordem e segurança' no Chile ao concluir campanha do 2º turno
O candidato de extrema direita à presidência do Chile, José Antonio Kast, prometeu nesta quinta-feira (11) "um choque de esperança" após anos de "caos, desordem e insegurança", ao fechar sua campanha para o segundo turno.
Sobre um palanque cercado por vidro blindado, Kast fez seu último discurso de campanha para cerca de cinco mil apoiadores reunidos em uma praça de Temuco, capital da região de Araucanía, cerca de 800 km ao sul de Santiago.
Amplo favorito segundo as pesquisas, ele terá como adversária no domingo Jeannette Jara, uma comunista moderada que representa uma coalizão de esquerda.
"Este governo gerou caos, desordem e insegurança. E nós vamos fazer o contrário: vamos gerar ordem, segurança e confiança", afirmou Kast sobre o palco, ao lado dos colaboradores mais próximos de sua campanha. Esta é a terceira vez que este advogado de 59 anos concorre à presidência.
Kast ficou em segundo lugar no primeiro turno de 16 de novembro, logo atrás de Jara. Mas todas as pesquisas antecipam sua vitória por ampla margem na decisão de 14 de dezembro.
Diante de milhares de seus seguidores que tremulavam bandeiras chilenas e de sua campanha em Temuco, o candidato lembrou que foi precisamente nessa cidade que iniciou sua aventura presidencial em 2017.
Araucanía, segundo Kast, é uma região "assolada pelo medo, o terror e o vandalismo".
Esta região abriga a grande maioria das comunidades mapuche, o maior grupo étnico do Chile, e ataques incendiários são frequentes, atribuídos a grupos indígenas radicais que reivindicam terras ou a gangues que roubam madeira.
Kast escolheu Temuco para o encerramento de sua campanha porque a região se tornou um bastião eleitoral do Partido Republicano. Elegeu um senador e dois deputados nas últimas eleições parlamentares.
Um de seus eleitores no ato de campanha, o advogado Víctor Badilla, de 39 anos, garantiu que Kast "é a melhor opção" para o Chile devido à "insegurança".
"As pessoas têm muitas necessidades. Economicamente, diminuiu consideravelmente a nossa qualidade de vida e eu acredito que [Kast] é a melhor opção que nossa região de Araucanía pode ter", disse ele à AFP.
Em contrapartida, Marisol Mardones, de 53 anos, votará em Jara. "Penso que é a pessoa mais idônea para governar" e tem um programa que defende as pensões e "ajuda o povo", indicou esta motorista de aplicativo de Temuco.
N.Fournier--BTB