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UE impõe taxa de € 3 sobre pequenos pacotes para conter fluxo de remessas da China
Os ministros das Finanças da União Europeia concordaram, nesta sexta-feira (12), em impor uma taxa de 3 euros (19,12 reais) sobre todos os pequenos pacotes que entram nos países do bloco, com vigência a partir de 1º de julho.
A medida, que será aplicada a remessas com valor inferior a 150 euros (956 reais), visa conter o fluxo de pacotes enviados por plataformas asiáticas de baixo custo, como Shein, Temu e AliExpress.
Em 2024, aproximadamente 4,6 bilhões de pacotes com valor inferior a 150 euros entraram no mercado europeu, o equivalente a mais de 145 por segundo. Desse total, 91% tinham origem na China.
Há um mês, os ministros das Finanças dos 27 países da UE aprovaram a eliminação, a partir de 2026, da isenção tarifária da qual esses pequenos pacotes se beneficiavam.
Produtores e comerciantes europeus denunciam cada vez mais esse fluxo maciço de mercadorias importadas sem tarifas, que consideram uma forma de concorrência desleal.
Além disso, esses produtos frequentemente não atendem às normas europeias.
A tarifa de 3 euros será aplicada temporariamente até que o bloco encontre uma solução permanente para tributar esse tipo de importação, indicou um porta-voz da UE.
O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, classificou o novo imposto como "uma grande vitória para a União Europeia".
Essa medida é apenas o primeiro passo de uma ofensiva da UE contra a avalanche de produtos chineses que entram em seu território.
Além disso, a partir de novembro de 2026, deverão ser introduzidas taxas de manuseio para essas mesmas remessas com valor inferior a 150 euros. Bruxelas propôs, em maio, fixá-las em 2 euros (12,75 reais) por pacote.
J.Fankhauser--BTB