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Manobras militares da China elevam 'desnecessariamente' tensões regionais, diz EUA
As manobras militares chinesas ao redor de Taiwan aumentaram "desnecessariamente" as tensões na região, informou, nesta quinta-feira (1º), o Departamento de Estado americano, instando Pequim a "cessar sua pressão militar".
"As atividades militares e a retórica da China em relação a Taiwan e outros países da região aumentam as tensões de forma desnecessária. Instamos Pequim a agir com moderação, cesse a pressão militar contra Taiwan e, ao contrário, estabeleça um diálogo construtivo", declarou, em um comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
Esta semana, Pequim lançou mísseis e enviou dezenas de aviões de combate, navios de guerra e patrulhas para cercar a principal ilha de Taiwan em exercícios condenados por Taipé, que afirmou que as manobras simulavam um bloqueio dos principais portos taiwaneses.
Taipé qualificou as manobras como "altamente provocadoras".
A China afirma que Taiwan faz parte de seu território e ameaça usar a força para anexá-la.
"Os Estados Unidos apoiam a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan e se opõem às mudanças unilaterais do status quo, mediante a força ou a coerção", declarou Pigott.
O presidente americano Donald Trump disse, na segunda-feira, que os exercícios militares com munição real da China não o preocupavam, minimizando a possibilidade de que seu par chinês Xi Jinping ordenasse uma invasão da ilha.
"Tenho uma relação excelente com o presidente Xi. E ele não me disse nada a respeito", declarou a jornalistas quando perguntado sobre as manobras.
"Não acho que vá fazê-lo", afirmou, em uma referência aparente a uma invasão. "Faz 20 anos que realizam exercícios navais nesta área. Agora, as pessoas interpretam isso de forma um pouco diferente."
A demonstração de força de Pequim ocorreu depois de o governo Trump aprovar um pacote de ajuda militar a Taiwan de 11 bilhões de dólares (cerca de R$ 60 bilhões).
Os Estados Unidos se comprometem há décadas a garantir a autodefesa de Taiwan, mantendo uma posição ambígua sobre se o Exército americano interviria em caso de invasão.
O último exercício militar da China foi a sexta rodada importante de manobras desde 2022, quando uma visita a Taiwan da então presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, irritou Pequim.
B.Shevchenko--BTB