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Bombardeios russos na Ucrânia matam 6 pessoas e atingem usinas energéticas
Bombardeios russos contra instalações energéticas da Ucrânia deixaram seis mortos e dezenas de feridos, informaram as autoridades ucranianas nesta terça-feira (27).
A região de Odessa, no sul, foi atacada por cerca de 50 drones russos, segundo autoridades locais. Os corpos de três pessoas foram encontrados entre os escombros na localidade, onde também foram registrados cerca de 30 feridos.
Segundo Oleg Kiper, governador regional de Odessa, entre os feridos há duas crianças e uma "mulher grávida de 39 semanas".
Um jornalista da AFP presenciou o desabamento da fachada de um prédio residencial, onde equipes de resgate buscavam possíveis vítimas.
A empresa privada de energia DTEK afirmou que as forças russas causaram danos "enormes" em suas instalações.
Na região de Odessa fica o principal porto ucraniano no Mar Negro, frequentemente alvo de ataques de Moscou.
Os drones danificaram "dezenas de imóveis residenciais" e "uma igreja, um jardim de infância, uma escola e um ginásio", detalhou o governador Kiper.
No leste, uma bomba atingiu pela manhã a cidade de Sloviansk e matou um casal de cerca de 40 anos, além de ferir o filho de 20, segundo a Procuradoria da região de Donetsk.
Também houve bombardeios na região de Zaporizhzhia, no sul, onde morreu um homem que estava em casa, e na de Kherson, também no sul, onde outra pessoa morreu.
A estatal de gás Naftogaz informou que uma de suas plantas no oeste do país foi atingida pelos ataques, pela quinta vez neste mês.
Os bombardeios ocorreram após representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e da Rússia se reunirem na sexta-feira e no sábado em Abu Dhabi, nas primeiras negociações diretas conhecidas entre Kiev e Moscou sobre a proposta de Washington para encerrar o conflito, iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia.
As conversas devem ser retomadas no domingo na capital dos Emirados.
"Cada bombardeio russo desse tipo corrói a diplomacia ainda em curso e mina os esforços de nossos parceiros para pôr fim à guerra", afirmou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, nas redes sociais.
C.Kovalenko--BTB