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Exportações do México aumentam em 2025, ano de tensões comerciais com os EUA
As exportações de mercadorias do México cresceram em 2025, segundo dados oficiais publicados nesta terça-feira (27), apesar das persistentes tensões comerciais com os Estados Unidos, seu principal parceiro, imerso em uma ofensiva tarifária mundial lançada pelo presidente Donald Trump.
As vendas externas do México aumentaram 7,6% para US$ 6,64 bilhões (R$ 35 bilhões, na cotação atual) em relação a 2024. Mais de 80% deste montante corresponde às exportações para os Estados Unidos, segundo o relatório da balança comercial do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi).
A maior parte das exportações mexicanas do ano passado foi composta por produtos manufaturados, 92% do montante total, de acordo com números oficiais.
Embora os envios de manufaturas tenham aumentado 9,8% em 2025 na comparação anual, neste setor surpreendeu a queda das exportações automotivas (-4,2%), uma indústria considerada por especialistas como valiosa para o comércio norte-americano, devido à forte integração produtiva dos países da região.
Analistas sustentam que o setor automotivo é um dos mais castigados pelas políticas protecionistas de Trump, que impôs tarifas a insumos essenciais como o aço e a numerosos componentes procedentes da China, um dos maiores concorrentes dos EUA em sua guerra comercial.
O restante dos produtos manufaturados conseguiu evitar as tarifas aduaneiras por estarem protegido pelas regras do T-MEC, o acordo comercial que México, Estados Unidos e Canadá assinaram em 2020 e que substituiu o antigo Nafta, vigente desde 1994.
As importações mexicanas também aumentaram em 2025, somando US$ 6,64 bilhões, uma alta de 4,4% em relação a 2024, segundo os dados do Inegi.
O saldo da balança comercial resultou em um superávit de US$ 771 milhões (R$ 4 bilhões) a favor do México.
Está prevista para a próxima sexta-feira a divulgação da cifra anual do PIB de 2025, ano em que a economia mexicana, a segunda maior da América Latina depois do Brasil, teria crescido apenas 0,4%, segundo estimativas de analistas privados.
C.Kovalenko--BTB