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'Não há planos de eleições' presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro
O filho do presidente deposto Nicolás Maduro descartou nesta terça-feira (27) que se declare a "ausência temporária" do líder chavista, após sua captura por parte dos Estados Unidos, um passo necessário para convocar eleições presidenciais na Venezuela.
A Constituição estabelece que, diante da ausência temporária do presidente, a vice-presidente assume o poder pelo prazo de 90 dias prorrogáveis.
Contudo, quando a máxima instância judicial do país emitiu em 3 de janeiro — horas depois da captura de Maduro — a sentença que remeteu o controle do país à então vice-presidente Delcy Rodríguez, ela falou de "ausência forçada", um termo que não existe na lei.
"O Tribunal Supremo de Justiça não legitima o sequestro e, portanto, não declaramos a ausência temporária [...] Aqui não há uma ausência temporária, aqui não há nenhum prazo correndo", disse à AFP o deputado Nicolás Maduro Guerra ao término de uma sessão parlamentar.
"Não há planos de eleições", frisou.
Maduro foi capturado por tropas americanas durante uma operação que incluiu bombardeios a Caracas e outras regiões do país. Sua esposa, Cilia Flores, também foi levada. Os dois enfrentam um julgamento em Nova York por tráfico de drogas.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela classificou de "sequestro" a captura do presidente, alinhado com o discurso chavista.
Maduro Guerra afirmou que seu pai está "de bom humor" na prisão. "Está curado" de uma pancada no joelho que recebeu durante a extração americana, destacou.
"Tudo o que os Estados Unidos fizeram sobre a Venezuela é ilegal, é inválido desde a origem", segundo o parlamentar.
"Nossa luta é política e moral", disse
Sob pressão do presidente Donald Trump, a gestão de Delcy Rodríguez firmou acordos energéticos com Washington e começou a libertar pessoas presas por razões políticas.
Os Estados Unidos disseram que estão no comando da Venezuela pós-Maduro e controlam as vendas de petróleo do país.
M.Furrer--BTB