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Agentes dispersam protesto por detenção de imigrante de 5 anos nos EUA
Agentes de segurança do estado do Texas dispersaram nesta quarta-feira (28), com gás lacrimogênio, uma manifestação que pedia a liberação de um menino equatoriano de cinco anos detido pela polícia de imigração dos Estados Unidos.
Cerca de 100 pessoas se concentraram do lado de fora do centro de detenção para famílias migrantes em Dilley, no centro-sul do Texas, para onde o menor Liam Conejo Ramos, de cinco anos, foi transferido junto com seu pai.
Ambos foram detidos em 20 de janeiro durante as operações de repressão à imigração irregular no estado de Minnesota. Também no contexto das batidas nesse estado, dois ativistas americanos morreram baleados por agentes federais nas últimas semanas.
Os manifestantes no Texas exibiam cartazes e gritavam palavras de ordem contra os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) e a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
"O ICE aterroriza e criminaliza as crianças" e "Noem já não existe mais", diziam alguns dos cartazes.
Membros das forças de segurança do estado do Texas chegaram ao local equipados com equipamentos antidistúrbios e, após ordenarem à multidão que recuasse, dispararam gás lacrimogênio e detiveram ao menos duas pessoas.
Um projétil de gás caiu perto de dois jornalistas da AFP e atingiu diretamente o repórter de vídeo, que não pôde voltar a trabalhar de imediato.
Vários manifestantes foram afetados pelo gás, com irritação nos olhos e tosse constante, e a multidão se dispersou.
O caso do menino equatoriano detido pelo ICE se transformou em símbolo da indignação dos manifestantes, que denunciam os métodos da polícia de imigração como brutais.
As imagens do pequeno, que usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha no momento da detenção, repercutiram em todo o mundo.
Na terça-feira, um juiz federal bloqueou temporariamente a possibilidade de que Liam e seu pai, Adrián Conejo Arias, sejam deportados.
Segundo relatos da imprensa, tanto o menor quanto seu pai têm um processo pendente de resolução em uma corte de migração.
O juiz também impediu que ambos sejam transferidos do centro de detenção onde se encontram em Dilley, um lugar para onde são levadas famílias migrantes com filhos menores de idade detidas sob acusações de violação das leis migratórias.
W.Lapointe--BTB