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Ataques israelenses em Gaza deixam ao menos 21 mortos
Pelo menos 21 pessoas morreram nesta quarta-feira (4) em bombardeios aéreos e ataques de artilharia das forças de Israel na Faixa de Gaza, incluindo crianças e mulheres, indicaram as autoridades de saúde do território, vinculadas ao movimento islamista palestino Hamas.
Um balanço anterior registrava 17 mortos. O Exército israelense afirmou que efetuou os ataques em resposta a disparos contra seus soldados, que deixaram um militar ferido.
Embora a trégua negociada pelos Estados Unidos tenha entrado na segunda fase em janeiro, a violência prossegue na Faixa de Gaza, onde Israel e Hamas trocam acusações sobre violações do acordo.
As mortes desta quarta-feira aconteceram poucos dias após Israel reabrir, de forma muito limitada, a passagem fronteiriça de Rafah entre Gaza e o Egito, a única saída para os habitantes de Gaza sem a necessidade de entrar em Israel.
O Ministério da Saúde, que opera sob a autoridade do Hamas, anunciou a morte de 21 pessoas e pelo menos 38 feridos, atualizando o balanço anterior da Defesa Civil do território.
Entre os mortos havia três crianças, informou a agência, que atua em operações de resgate sob a autoridade do Hamas.
"Estávamos dormindo quando, de repente, começaram a chover projéteis e tiros", relatou Abu Mohamed Habush, cujo filho morreu.
"Crianças pequenas foram martirizadas; meu filho e meu sobrinho estão entre os mortos. Perdemos muitos jovens", acrescentou, indicando que ele e a sua família viviam longe da chamada Linha Amarela, onde estão posicionadas as forças israelenses.
O Exército israelense afirmou que efetuou "ataques de precisão" depois que "terroristas abriram fogo contra nossos soldados", ataque que deixou um militar ferido, o que foi considerado uma violação da trégua.
D.Schneider--BTB