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França diz que luta contra o Estado Islâmico é 'prioridade absoluta'
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, disse nesta quinta-feira (5) que manter a luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) é uma "prioridade absoluta" para Paris, após se reunir com seu par sírio em Damasco, antes de viajar ao Curdistão iraquiano.
Barrot faz um giro pela região, no momento em que a França reavalia como enfrentar os jihadistas depois que seus aliados curdos na Síria, que faziam a custódia de militantes do EI detidos, foram obrigados a se dissolver, sob pressão de Damasco.
O chanceler francês se reuniu na capital síria com Asad al Shaibani, com quem discutiu como evitar o ressurgimento dos combatentes do EI, após a retirada das forças curdas de extensas áreas do norte da Síria.
"Durante dez anos, a França lutou de forma implacável e sem piedade contra os terroristas do EI, tanto no Iraque quanto na Síria", disse Barrot. "Vim reafirmar esta prioridade absoluta para a França."
As Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, eram o principal aliado em terra da coalizão ocidental contra os jihadistas, mas, sob pressão militar de Damasco, elas vão se integrar ao Exército sírio.
"Essa viagem surge a partir da convergência de duas crises", disse uma fonte diplomática francesa à AFP. "Uma que eclodiu recentemente no nordeste da Síria, com os confrontos entre as autoridades sírias em Damasco e as FDS, e a ameaça sempre presente de uma escalada militar entre Estados Unidos e Irã."
Os países ocidentais devem, agora, trabalhar com o governo sírio para deter o EI, disse a fonte. Mas "não existe a mesma história, os mesmos reflexos desenvolvidos em conjunto nem os mesmos laços de confiança", ressaltou, referindo-se ao passado do presidente sírio, Ahmed al Sharaa, como jihadista.
O.Bulka--BTB