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Partido do premiê da Tailândia anuncia coalizão com partido do ex-governante Shinawatra
O partido do primeiro-ministro interino da Tailândia, Anutin Charnvirakul, que obteve uma surpreendente vitória eleitoral no fim de semana, alcançou um acordo para formar uma coalizão com o partido do ex-governante detido Thaksin Shinawatra, anunciaram as legendas nesta sexta-feira (13).
"Ainda que os resultados eleitorais não tenham sido confirmados oficialmente, temos o consenso de que o Pheu Thai nos apoiará para liderar a coalizão, como estava previsto", disse Anutin em uma entrevista coletiva na sede de seu partido, o Bhumjaithai.
Prasert Chanruangthong, secretário-geral do partido Pheu Thai, disse aos jornalistas que seu partido "está pronto para apoiar o Partido Bhumjaithai na formação da coalizão. Outros assuntos serão discutidos posteriormente".
O partido de Anutin, pró-militar e pró-monárquico, teve seu melhor desempenho eleitoral na votação celebrada após duas séries de confrontos violentos na fronteira com o Camboja no ano passado.
O primeiro-ministro interino fez campanha com uma plataforma nacionalista. Ele prometeu construir um muro na fronteira com o Camboja, deixar todos os postos fronteiriços fechados e recrutar 100.000 soldados voluntários.
O partido Pheu Thai, de Thaksin, é o mais bem-sucedido da Tailândia no século XXI, mas registrou seu pior resultado eleitoral no domingo passado, o que gera questionamentos sobre o futuro da máquina política construída pelo bilionário.
O Pheu Thai ficou em um distante terceiro lugar nas eleições de domingo, com uma queda expressiva dos votos na comparação com o pleito anterior.
Os eleitores também viraram as costas ao reformista Partido do Povo, que ficou em segundo lugar.
Pheu Thai e Bhumjaithai já foram aliados de coalizão, mas Anutin se retirou da associação, em junho do ano passado, devido a um escândalo relacionado à disputa fronteiriça com o Camboja.
Thaksin Shinawatra cumpre uma pena de um ano de prisão por corrupção no exercício do cargo, mas analistas acreditam que ele será libertado antes do previsto devido a um acordo político.
Analistas afirmaram que as perdas do Pheu Thai no domingo marcaram o fim da dinastia Shinawatra. Mas sua inclusão na coalizão deixa aberta a possibilidade de um retorno político.
J.Fankhauser--BTB