-
Com grande atuação de Rabiot, Milan vence Atalanta (3-2) e é 4º colocado na Serie A
-
Zelensky conversa com enviados de Trump em tentativa de aliviar tensões com os EUA
-
Arsenal vence Nottingham Forest (1-0) e segue na cola do líder City
-
Oposição venezuelana ratifica María Corina como líder política
-
Trump declara apoio a aliado Netanyahu antes de eleições acirradas em Israel
-
Incêndio em base militar mata quatro soldados no Canadá
-
Confrontos em Milão após protesto contra o custo de vida
-
Paris registra novos confrontos e saques após dia de protestos
-
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em debate a uma semana do 2º turno
-
Leverkusen vence Freiburg (2-1) e Bayern volta a liderar a Bundesliga
-
PSG perde lateral Nuno Mendes para duelo contra o Barça na Champions
-
Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar novo protesto em Paris
-
Dibu Martínez sofre fratura na mandíbula e ficará afastado por várias semanas
-
Rubio chega ao Uzbequistão para reforçar laços com a Ásia Central
-
Com virada épica, Davidovich vence Jódar e conquista Masters 1000 de Xangai
-
Um dia como qualquer outro em Kiev, sob os ataques russos
-
Nova geração de democratas desafia domínio republicano e lealdade a Trump no Texas
-
UE 'condena energicamente' ataque de colonos contra comitiva diplomática na Cisjordânia
-
Rússia e Ucrânia trocam ataques contra infraestruturas energéticas
-
'Como uma guerra': Paris amanhece atônita diante da violência
-
Papa saúda multidão no Vaticano pela primeira vez desde sua cirurgia de câncer
-
França avalia os danos após distúrbios 'sem precedentes' em protestos contra o custo de vida
-
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em seu primeiro debate a uma semana do 2º turno
-
Manifestantes ocupam praça de Lisboa em protesto contra aumento do custo de vida
-
EUA exime Rússia de novas sanções e Moscou comemora
-
França registra distúrbios e saques após protestos contra custo de vida elevado
-
Inter de Milão vence Bologna de virada (3-1) e lidera Italiano
Rússia e Ucrânia retomam negociações em Genebra
Representantes da Ucrânia e da Rússia iniciaram nesta quarta-feira (18), em Genebra, o segundo dia de negociações de paz, com mediação dos Estados Unidos, cujo principal emissário destacou na terça-feira "avanços significativos" para encerrar o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As conversações representam o esforço diplomático mais recente para deter os combates. O conflito, iniciado em fevereiro de 2022, deixou centenas de milhares de mortos, obrigou milhões de pessoas a fugir e provocou destruição em grande parte do leste e do sul da Ucrânia.
Nesta quarta-feira as negociações foram retomadas, organizadas em "grupos de trabalho" que abordam os aspectos político e militar, destacou na rede social X o chefe da delegação ucraniana, Rustem Umierov. Um porta-voz da delegação russa em Genebra confirmou o reinício das negociações.
O governo dos Estados Unidos pressiona para obter o fim da guerra, que deve completar quatro anos na próxima semana, mas não consegue mediar um acordo entre Moscou e Kiev sobre a questão territorial.
Duas rodadas anteriores de negociações em Abu Dhabi, também com mediação americana, não registraram avanços.
Contudo, o enviado americano Steve Witkoff, que representa o governo de Donald Trump nos diálogos na Suíça, afirmou que os esforços diplomáticos do presidente republicano representaram um passo adiante em sua tentativa de encerrar o conflito.
"O sucesso do presidente Trump em reunir as duas partes desta guerra trouxe progressos significativos, e temos orgulho de trabalhar sob sua liderança para deter as mortes neste terrível conflito", escreveu no X, sem revelar detalhes.
"As partes concordaram em informar seus respectivos líderes e continuar trabalhando em busca de um acordo", acrescentou Witkoff.
Na frente de batalha, os combates prosseguem. A Força Aérea de Kiev denunciou nesta quarta-feira que, durante a noite anterior ao novo dia de diálogos, a Rússia lançou um míssil balístico e 126 drones contra o território ucraniano. Também afirmou que mais de 100 foram derrubados.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, questionou na terça-feira se Moscou leva as negociações de paz a sério, enquanto seu governo está disposto "a avançar rapidamente rumo a um acordo digno para acabar com a guerra".
"O que eles querem?", perguntou Zelensky, ao acusar o Kremlin priorizar os ataques com mísseis e não a "diplomacia real".
- Tensão -
O primeiro dia de conversações em Genebra, na terça-feira, "durou seis horas e foi muito tenso", disse à AFP uma fonte próxima à delegação russa que pediu anonimato.
O Kremlin é representado pelo nacionalista e ex-ministro da Cultura Vladimir Medinski como seu principal negociador.
Umierov agradeceu a Washington pela mediação e disse que havia informado os aliados europeus sobre os resultados da primeira rodada de conversações, que, segundo ele, se concentraram em "questões práticas e nos mecanismos de possíveis soluções" para o conflito.
"Concluí uma reunião separada com representantes dos Estados Unidos e aliados europeus: França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Suíça", escreveu na plataforma de mensagens Telegram.
Trump pressionou Kiev na segunda-feira por um acordo, ao afirmar que "é melhor que se sentem à mesa, e rápido".
Zelensky disse na terça-feira ao portal Axios que "não era justo" que o republicano continuasse pedindo à Ucrânia para negociar um acordo. Ele disse que uma paz duradoura não será alcançada se a "vitória" for entregue à Rússia dessa maneira.
"Espero que seja apenas uma tática e não uma decisão", completou.
- Pressão -
A Rússia ocupa quase 20% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e as áreas que os separatistas apoiados por Moscou haviam tomado antes da invasão de 2022.
Moscou pressiona para obter o controle total da região leste ucraniana de Donetsk como parte de qualquer acordo, e já ameaçou tomar a área à força em caso de fracasso das negociações.
As forças ucranianas registraram recentemente os avanços mais rápidos em dois anos e meio, recuperando 201 quilômetros quadrados na semana passada, segundo uma análise da AFP baseada em dados do Instituto para o Estudo da Guerra.
Y.Bouchard--BTB