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Ucrânia ataca a Rússia com 600 drones
A Rússia afirmou neste domingo (17) que Kiev bombardeou seu território com 600 drones, em ataques que provocaram quatro mortes, o que levou o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, a declarar que a resposta é "completamente justificada" após os últimos ataques russos contra seu país.
O Ministério da Defesa russo informou que seus sistemas antiaéreos derrubaram 556 drones entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. Outros 30 drones foram interceptados em um dos bombardeios ucranianos mais intensos desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
As interceptações, muito acima das poucas dezenas registradas habitualmente, aconteceram em 14 regiões russas, assim como sobre a anexada Crimeia e os mares Negro e de Azov, informou o ministério na plataforma de mensagens russa Max.
Zelensky afirmou que o ataque com drones de Kiev contra a Rússia foi "completamente justificado", poucos dias após um ataque russo que deixou 24 mortos na capital ucraniana.
"Nossas respostas à prolongação da guerra por parte da Rússia e a seus ataques contra nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", afirmou nas redes sociais.
Zelensky acrescentou que desta vez os ucranianos estão "dizendo claramente aos russos: seu Estado deve acabar com a guerra".
Moscou e sua região foram particularmente afetadas. Os ataques deixaram três mortos nas imediações da capital e outra vítima fatal na região de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia.
Na região ao redor da capital, várias residências e infraestruturas foram danificadas e quatro pessoas ficaram feridas.
Mais de 80 drones foram interceptados em Moscou e um ataque deixou 12 feridos, "a maioria operários" de uma obra próxima a uma refinaria, segundo o prefeito Sergei Sobyanin.
"A produção da refinaria não foi afetada. Três edifícios residenciais foram atingidos", afirmou o prefeito.
Por sua vez, a Força Aérea ucraniana afirmou neste domingo que interceptou 279 drones de ataque e dispositivos russos de um total de 287 lançados durante a noite.
- Setor de energia no alvo -
A Ucrânia atinge com frequência alvos na Rússia em retaliação aos bombardeios diários do Exército russo desde o início da invasão das tropas de Moscou, em fevereiro de 2022.
Kiev afirma que mira áreas militares, mas também alvos do setor de energia, para tentar reduzir a possibilidade de Moscou financiar sua ofensiva.
A região da capital ucraniana é alvo constante de ataques com drones, mas Moscou, que fica a mais de 400 quilômetros da fronteira ucraniana, é um alvo muito menos frequente.
Zelensky disse na sexta-feira que o país tinha "motivos para responder mirando na indústria petrolífera russa, sua produção militar e contra aqueles que são diretamente responsáveis pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos".
Os dois países retomaram os bombardeios durante a noite de segunda-feira, quando expirou uma trégua de três dias negociada com a mediação dos Estados Unidos por ocasião das comemorações, na Rússia, do fim da Segunda Guerra Mundial.
As negociações, com mediação de Washington, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no fim de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.
D.Schneider--BTB