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EUA ameaça impor sanções a Omã caso o país coopere com o Irã em Ormuz
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou, nesta quinta-feira (28), tomar medidas contra Omã caso o país ajude o Irã a impor um sistema de pedágio no estratégico Estreito de Ormuz.
"Omã, em particular, deve saber que o Departamento do Tesouro dos EUA irá visar agressivamente qualquer ator envolvido — direta ou indiretamente — na facilitação da cobrança de pedágio no estreito, e quaisquer parceiros em potencial serão sancionados", alertou Bessent em uma publicação no X.
A importante via navegável, por onde normalmente passa cerca de um quinto do suprimento energético mundial, tornou-se um ponto crítico desde que os EUA e Israel iniciaram as hostilidades contra o Irã, no final de fevereiro.
A ação em represália de Teerã mergulhou a região na violência e levou o Irã a praticamente bloquear o estreito, provocando uma disparada nos preços dos combustíveis e dos fertilizantes.
Omã desempenhou um papel de mediação antes da guerra e o próprio país foi alvo de ataques do Irã.
Na quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou Omã quando perguntado sobre um possível acerto no curto prazo que permitisse a este país e ao Irã controlarem Ormuz, afirmando que os "explodiria pelos ares" se os omanis decidissem colaborar com estes planos.
A ameaça de Bessent desta quinta-feira ocorreu horas depois de o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionar a "Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico" do Irã, a nova agência que Teerã lançou para tentar cobrar tarifas aduaneiras para quem transitar pelo estreito.
Washington ampliou a ameaça de sanções a qualquer um que pagar estas tarifas porque "poderia estar proporcionando apoio a e recebendo serviços de" a Guarda Revolucionária e, portanto, "poderia estar exposto ao risco de sanções".
Nesta quinta-feira, os Estados Unidos e o Irã se acusaram mutuamente de violação da trégua em curso, após uma troca de disparos três meses depois do início da guerra no Oriente Médio, com uma onda de ataques americano-israelenses contra a República Islâmica.
Este incidente bélico foi o mais grave desde que Washington e Teerã acordaram um cessar-fogo em abril.
Há semanas, os dois países mantêm diálogos indiretos através de mediadores para pôr um fim ao conflito, até agora sem sucesso.
L.Janezki--BTB