Berliner Tageblatt - Campanha de Lula denuncia 'interferência' da Meta nas eleições

Campanha de Lula denuncia 'interferência' da Meta nas eleições
Campanha de Lula denuncia 'interferência' da Meta nas eleições / foto: © AFP

Campanha de Lula denuncia 'interferência' da Meta nas eleições

A campanha do presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), denunciou neste sábado (10) uma "interferência" nas eleições por meio de supostos bloqueios a seus conteúdos da Meta, empresa matriz do Facebook, WhatsApp e Instagram.

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O líder de esquerda busca um quarto mandato no segundo turno de 25 de outubro, no qual enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (2019-2022).

A campanha denunciou em um comunicado episódios em que, supostamente, as plataformas do grupo de tecnologia americano limitaram a difusão de seus conteúdos.

Nos últimos dias, "o perfil do presidente Lula foi impedido pela META de impulsionar conteúdos do feed no Instagram", enquanto uma publicação de sua conta oficial sofreu uma "interrupção no número registrado de visualizações, com impacto em seu alcance", afirmou a campanha.

Também afirmou que, antes do primeiro turno do domingo passado, no qual Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar, as páginas de Lula e de diversas lideranças da esquerda "foram subitamente retiradas do mecanismo de buscas do Instagram".

A Meta atribuiu os episódios a "problemas técnicos", segundo o comunicado. A empresa não respondeu até o momento a um pedido de informações da AFP.

"A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro", acrescenta a nota.

Lula denunciou tentativas de interferência eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para favorecer seu rival, e seu governo avalia se as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, podem servir como canal para este propósito.

"Não temos prova desse vínculo concreto, formal", declarou à AFP Éden Valadares, secretário de comunicação do Partido dos Trabalhadores.

Mas ele recordou quando Trump tentou "interferir nas decisões da Suprema Corte Brasileira" e mencionou os "interesses das chamadas big techs", o que constitui "mais do que uma evidência desse interesse mutuamente compartilhado".

A campanha apresentou uma denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos supostos bloqueios.

Após o primeiro turno, o presidente, de 80 anos e que não usa celular, colocou em marcha uma estratégia centrada nas redes sociais.

I.Meyer--BTB