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Autoridades militares de Israel e Líbano se reúnem em Washington
As autoridades militares libanesas e israelenses se reúnem, nesta sexta-feira (29), em Washington pela primeira vez, em um encontro onde Beirute exigirá principalmente que Israel cesse os bombardeios e a ofensiva terrestre no sul do país.
Os dois países, que não mantêm relações diplomáticas, iniciaram em abril negociações mediadas pelos Estados Unidos para chegar a um acordo de segurança.
A delegação militar libanesa "insistirá na necessidade de pôr fim às hostilidades e apresentará o plano do exército para estender a autoridade do Estado em território libanês", disse uma fonte militar à AFP.
A equipe enviada por Beirute ao Pentágono é chefiada pelo chefe de operações do exército, general Georges Rizkallah, e inclui seis membros de "diferentes especialidades", afirmou a fonte.
Israel enviou o general de brigada Amichai Levin, chefe da divisão estratégica da diretoria de planejamento do exército, segundo um porta-voz militar israelense.
Além da reunião desta sexta-feira, uma nova rodada de negociações está agendada para os dias 2 e 3 de junho em Washington.
O movimento islamista pró-Irã Hezbollah, que Israel combate no Líbano, opõe-se a essas negociações. Seu bloco parlamentar reiterou na quinta-feira seu apelo para que o Líbano se retire das conversas, acusando Israel de querer "impor uma coordenação em termos de segurança" contra o grupo.
O encontro coincide com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que deseja incluir a frente libanesa em qualquer acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
Enquanto isso, as forças israelenses continuaram bombardeando diversas cidades no sul do Líbano, segundo a agência de notícias nacional NNA e correspondentes da AFP, apesar do cessar-fogo acordado em 17 de abril.
O exército israelense emitiu uma ordem de evacuação para sete cidades, pelo menos duas delas cerca de 40 km ao norte da fronteira, o que provocou um êxodo em massa de moradores, de acordo com a NNA.
Desde o início do conflito no Líbano, os bombardeios israelenses mataram 3.324 pessoas e forçaram mais de um milhão a fugir de suas casas, segundo as autoridades.
M.Furrer--BTB