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EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar helicóptero
O Exército dos Estados Unidos concluiu, nesta quarta-feira (9), duas séries de ataques contra o Irã, depois que um de seus helicópteros foi derrubado perto do Estreito de Ormuz, onde a imprensa iraniana informou sobre explosões.
As forças de Washington "realizaram, em 9 de junho, ataques em legítima defesa contra o Irã, por ordem do comandante-em-chefe [o presidente Donald Trump], em resposta à destruição, no dia anterior, de um helicóptero Apache do Exército", afirmou o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio.
"As forças do Centcom atacaram sistemas iranianos de defesa aérea, estações de controle em solo e locais de radares de vigilância perto do Estreito de Ormuz", disseram os militares em comunicado, ao informarem que a operação havia sido "concluída".
O presidente americano já havia avisado que "a resposta" ao incidente com a aeronave seria "muito contundente, muito poderosa", segundo declarações divulgadas pela emissora ABC.
De acordo com a mídia iraniana, na noite desta terça-feira foram ouvidas explosões em vários pontos da costa sul do Irã, próximo a Ormuz, rota fundamental para o trânsito mundial de petróleo, que continua bloqueada.
Após um breve período de calma, as agências de notícias iranianas Mehr e Fars relataram, no início da manhã desta quarta-feira, uma segunda onda de bombardeios na mesma região atribuída aos Estados Unidos.
Pouco depois, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou ataques contra bases americanas no Bahrein e na Jordânia.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia advertido pouco antes, na rede social X, que as forças militares da república islâmica não deixariam "sem resposta nenhum ataque ou ameaça".
Trump acusou nesta terça-feira os iranianos de terem derrubado, no dia anterior, um helicóptero Apache americano que sobrevoava Ormuz, cujos dois ocupantes conseguiram se ejetar, e havia prometido "reagir".
O anúncio desses ataques fez com que os preços do petróleo voltassem a subir. O barril do WTI, referência dos Estados Unidos, era cotado a 89 dólares (+1%) nesta quarta-feira, antes da abertura dos mercados asiáticos.
- Mudança de tom -
Antes dos bombardeios americanos, o chanceler iraniano tentou minimizar o incidente envolvendo o helicóptero.
"As forças estrangeiras próximas ao nosso território estão constantemente expostas a riscos, devido a seus próprios erros humanos, a simples acidentes ou à possibilidade de serem atingidas por fogo cruzado", escreveu Araghchi no X.
O diplomata acrescentou que, para reduzir esse risco, "a melhor solução é que elas vão embora".
"Preferimos a linguagem diplomática, mas também falamos outras linguagens", acrescentou depois, em um tom mais ameaçador.
Após 100 dias de guerra e a entrada em vigor, em 8 de abril, de um frágil cessar-fogo, Irã e Israel voltaram a se atacar no domingo e na segunda-feira.
Essa ofensiva deixou três mortos, entre eles dois militares, e 15 feridos no Irã, segundo um novo balanço divulgado pela televisão estatal nesta terça-feira.
Trump, que busca uma saída para esse conflito impopular nos Estados Unidos diante da proximidade das eleições de meio de mandato, havia instado ambos os países a também cessarem "imediatamente" as hostilidades.
Teerã anunciou na segunda-feira o fim de sua operação, e Israel fez o mesmo pouco depois.
Segundo o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador, um acordo entre os Estados Unidos e o Irã estava “prestes a ser fechado” quando novos combates entre o Irã e Israel irromperam no domingo.
– Bombardeios em Tiro –
O Irã exige que qualquer acordo com Washington para encerrar a guerra no Oriente Médio inclua o fim das hostilidades na frente libanesa, onde seu aliado Hezbollah e Israel se enfrentam desde 2 de março.
No sul do Líbano, a milenar cidade de Tiro e seus arredores foram bombardeados pelo exército israelense.
Os ataques deixaram pelo menos 11 mortos nesta terça-feira, segundo as autoridades libanesas.
"O bairro cristão está agora 99% vazio", declarou à AFP Walid al Tawil, membro do conselho municipal.
Por sua vez, o Hezbollah reivindicou novos ataques contra as forças israelenses que ocuparam extensas áreas do sul do Líbano. Segundo Israel, não houve baixas.
No norte de Israel, um homem acusado de ter disparado contra soldados após cruzar a fronteira vindo do Líbano foi morto, de acordo com o exército.
burx-tq-sst-ube/sia/arm/nn/mas/meb/fp/yr/aa/mvv/am/ic
S.Keller--BTB