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EUA lança novos ataques contra Irã, que responde com fechamento de Ormuz
Os Estados Unidos afirmaram na noite desta quarta-feira (10) que concluíram uma nova série de bombardeios contra o Irã, que respondeu com ataques a bases americanas na região e a ameça de mirar em qualquer embarcação que transitar pelo Estreito de Ormuz.
"Membros do Corpo de Marines, da Força Aérea e da Marinha dos Estados Unidos realizaram ataques de precisão contra alvos iranianos que representavam uma ameaça às forças americanas e aos navios mercantes internacionais que transitavam por águas regionais", informou na rede social X o comando militar para o Oriente Médio (Centcom), que alegou "legítima defesa" em mensagem anterior.
A imprensa iraniana reportou explosões na costa sul do país, perto do Estreito de Ormuz, onde forças americanas haviam atingido na véspera instalações de defesa aérea, radares e parte da infraestrutura.
Após essas hostilidades, o Exército iraniano anunciou que atacaria qualquer embarcação que passasse pelo estreito, o qual anunciou que havia sido "totalmente fechado para qualquer tipo de navio".
Citada pela imprensa local, a Marinha iraniana informou que "dois navios que tentavam cruzar ilegalmente" a via haviam sido atacados. Os Estados Unidos, no entanto, desmentiram o fechamento do estreito.
A imprensa iraniana também afirmou que Teerã atacou o quartel-general da 5ª Frota dos Estados Unidos no Bahrein, em resposta aos novos ataques de Washington contra o seu território.
O Irã também reivindicou a autoria de ataques noturnos contra outra base na Jordânia, em resposta aos ataques americanos, desencadeados pela derrubada de um helicóptero americano na última segunda-feira, atribuída a Teerã.
- "Conspirações letais" -
Trump disse na noite de hoje ao canal Fox News que funcionários do alto escalão iraniano lhe telefonaram para pedir que parasse com os bombardeios contra seu território, uma afirmação desmentida pela Guarda Revolucionária iraniana.
Antes dos novos ataques, o presidente americano havia advertido que os Estados Unidos atacariam o Irã "muito duramente". "Estávamos realmente perto de um acordo, mas eles continuam nos enrolando, continuam nos fazendo de bobo", declarou na Casa Branca.
Vinte e dois países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Noruega, advertiram nesta quinta-feira (11) o Irã que deixe de atacar pessoas em seus territórios.
Esses países "condenam as conspirações letais e outras ações maliciosas na Europa, América do Norte e Austrália" por parte de entidades estatais e de inteligência da república islâmica contra "dissidentes iranianos, jornalistas e comunidades e interesses judaicos", destacaram, em declaração conjunta.
- Milhões de barris -
No Kuwait, o Exército afirmou que enfrenta "alvos aéreos hostis", sem especificar sua origem. Autoridades do Bahrein disseram ter interceptado vários ataques, enquanto o Exército jordaniano relatou a destruição de cinco mísseis que se dirigiam a uma base americana.
Os Estados Unidos também anunciaram ter deixado fora de operação o petroleiro M/T Settebello, de bandeira de Palau, que tentava violar o bloqueio aos portos iranianos imposto por Trump.
Trump afirmou ainda na rede Truth Social que o Exército americano realizou "uma missão secreta" que permitiu a passagem de 100 milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
- Pedido de Netanyahu -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta quarta-feira que os libaneses se unam à luta de Israel contra o Hezbollah, afirmando que o país foi "feito refém" pelo grupo islamista pró-Irã.
Após bombardeios israelenses sobre Beirute, primeiro o Irã e depois Israel realizaram ataques recíprocos no domingo e na segunda-feira, pela primeira vez desde a entrada em vigor da trégua de 8 de abril.
Teerã exige que o Líbano, onde o Hezbollah enfrenta Israel desde 2 de março, seja incluído em qualquer acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Mais de 3.600 pessoas morreram no Líbano em bombardeios israelenses desde o início da guerra.
burs-mjw/hmn/mas/dbh/fp/aa/am-lb/ic
M.Furrer--BTB