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Fifa é responsável pelo respeito à bandeira do Irã, diz presidente da Federação Iraniana
A seleção iraniana exige que sua bandeira seja respeitada durante a Copa do Mundo de 2026 e afirma que cabe à Fifa garantir o respeito ao símbolo nacional, afirmou o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, a poucos dias da estreia do país no torneio, em uma partida que promete ser tensa em Los Angeles.
"A Fifa é responsável, segundo os protocolos", lembrou Taj, ao ser questionado sobre o tema pela AFP durante um treino da equipe no sábado em Tijuana, México.
"Um dos protocolos estipula que a bandeira oficial de um país deve estar presente no estádio", acrescentou.
O Irã estreia na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia em Los Angeles, que abriga a diáspora iraniana mais numerosa do mundo, e grande parte dela se opõe à República Islâmica.
Várias organizações pretendem protestar na segunda-feira nos arredores do estádio, exibindo a bandeira iraniana anterior à Revolução Islâmica (1979), quando o estandarte era verde, branco e vermelho com um leão e um sol.
Alguns manifestantes podem entrar no estádio e vaiar o hino iraniano, como aconteceu no Mundial do Catar-2022. Teerã advertiu esta semana que isso seria inaceitável.
O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que o país pretende observar especialmente "bandeiras e palavras de ordem", ameaçando interromper a partida em caso de exibição de símbolos hostis à República Islâmica.
O regulamento da Fifa proíbe qualquer acessório de "natureza política" nos estádios, mas sua aplicação não foi uniforme em torneios anteriores, e ninguém sabe como serão tratados os opositores com ingressos.
"Comunicamos a bandeira oficial de nosso país à Fifa, que está se esforçando para resolver os problemas e tem se mostrado cooperativa", acrescentou Taj.
"Conseguiu resolver alguns problemas, enquanto outros continuam pendentes. Esperamos que as condições melhorem no futuro", declarou.
A incerteza sobre a recepção da seleção iraniana aumenta a pressão sobre a equipe desde o início da guerra no Oriente Médio.
O conflito iniciado em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã provocou dúvidas sobre a participação iraniana no Mundial.
O governo dos Estados Unidos se recusou a conceder vistos a quase 15 membros da comissão técnica. A seleção mudou de última hora sua base de treinamento do Arizona para Tijuana, no norte do México, um dos três países que organizam o Mundial ao lado do Canadá.
L.Janezki--BTB