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Os dirigentes iranianos eliminados durante a guerra no Oriente Médio
Desde o início das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, ataques dos Estados Unidos e de Israel mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e numerosos dirigentes da elite política e militar da República Islâmica.
Em março, o presidente americano, Donald Trump, se vangloriou de ter conseguido uma "mudança de regime" no Irã.
Mas a realidade foi bem diferente e, ao longo do conflito, Teerã demonstrou capacidade de resistir e de substituir rapidamente os dirigentes assassinados.
Confira a seguir as principais figuras iranianas mortas em mais de três meses de conflito:
- O guia supremo
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989, morreu no primeiro dia da guerra durante um ataque em Teerã, no qual também perderam a vida vários de seus familiares. Seu filho Mojtaba ficou ferido, segundo Washington, mas sobreviveu e o sucedeu como novo dirigente.
Por enquanto, ele não foi visto em público. Ali Khamenei será enterrado em 9 de julho na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã, de onde era originário.
- O chefe do Conselho de Segurança Nacional
A morte de Ali Larijani é provavelmente a maior perda para a República Islâmica depois da de Khamenei.
Ele morreu em 17 de março em um ataque israelense, aparentemente na região de Teerã, que também custou a vida a vários de seus parentes.
Dias antes, ele havia participado de uma manifestação pró-governo em Teerã.
- O comandante-chefe da Guarda Revolucionária
Mohammad Pakpour, ex-chefe das forças terrestres da Guarda Revolucionária, estava à frente do exército ideológico da República Islâmica desde junho de 2025, quando sucedeu a Hossein Salami, morto durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã.
Pakpour morreu no primeiro dia da guerra e foi substituído pelo ex-ministro do Interior e da Defesa Ahmad Vahidi.
- O assessor do guia supremo
Ali Shamkhani, pilar das forças armadas desde a década de 1980, morreu no primeiro dia da guerra. Ele teve um funeral público em Teerã.
- O ministro da Inteligência
Esmail Khatib morreu em um ataque israelense em Teerã em 18 de março. Ele ocupava o cargo desde 2021. Organizações de defesa dos direitos humanos o acusavam de ter desempenhado um papel central na repressão às manifestações.
- O ministro da Defesa
Aziz Nasirzadeh, veterano da guerra entre Irã e Iraque, também morreu em um ataque aéreo no primeiro dia da guerra.
- Altos dirigentes da Basij
Gholamreza Soleimani, no comando da Basij, uma milícia formada por voluntários, morreu em um ataque aéreo em 17 de março. E Esmail Ahmadi, diretor de inteligência da Basij, foi morto em um ataque na noite do dia 16.
- Porta-voz da Guarda Revolucionária
Ali Mohammad Naini morreu no que a Guarda Revolucionária qualificou como um ataque "covarde" dos Estados Unidos e de Israel. Pouco antes de sua morte ser confirmada, a agência de notícias Fars publicou uma nota citando Naini, segundo o qual a produção de mísseis do Irã continuava apesar da guerra.
- O chefe do gabinete militar do guia supremo
Mohammad Shirazi morreu no primeiro dia da guerra. Seu trabalho consistia em coordenar as diferentes ramificações das forças de segurança no gabinete do líder supremo.
- Chefe do Estado-Maior das forças armadas
Abdolrahim Mousavi, morto no primeiro dia da guerra, era chefe do Estado-Maior das forças armadas desde junho de 2025, após a morte de seu antecessor, Mohammad Bagheri, durante a guerra de 12 dias.
J.Horn--BTB