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Starmer pondera 'realidades políticas' enfrentadas, diz ministro do Comércio
O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, cuja renúncia é prevista por vários meios de comunicação, está consultando pessoas de seu entorno e "reflete sobre as realidades políticas" que enfrenta, afirmou neste domingo (21) o ministro do Comércio, Peter Kyle.
Starmer reiterou na sexta-feira que lutará para permanecer no poder, depois que seu principal rival dentro do partido, o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, foi eleito para o Parlamento.
Kyle disse neste domingo que Starmer, enfraquecido por sua baixa popularidade nas pesquisas, estava "tirando um tempo para refletir sobre as realidades políticas, os desafios e as oportunidades que enfrenta".
"Ele conversou com uma ampla variedade de pessoas", declarou Kyle à emissora Sky News, acrescentando que teve uma conversa "sincera" com o líder trabalhista na sexta-feira.
O jornal The Observer estampou na capa deste domingo que o trabalhista "deve renunciar" na segunda-feira, e o Sunday Telegraph apontou que Starmer está "disposto" a deixar o cargo, citando pessoas próximas ao dirigente britânico.
Segundo o The Observer, Starmer "definirá um cronograma para sua saída" e, durante todo o fim de semana, conversou com muitas pessoas em Chequers, casa de campo dos primeiros-ministros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu dar como certo que Starmer pretende renunciar e lhe desejou "o melhor".
"Keir Starmer vai renunciar ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido", escreveu Trump na Truth Social, em uma publicação na qual não apresentou nenhuma fonte de informação. "Desejo a ele o melhor", acrescentou.
Desde sua chegada ao poder, em julho de 2024, a popularidade de Starmer, de 63 anos, não parou de cair, em um contexto de estagnação econômica e aumento do custo de vida.
A isso se somou o escândalo da nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, apesar de seus vínculos com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.
Y.Bouchard--BTB