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Trump abre festa dos 250 anos dos Estados Unidos com discurso de tom político
O presidente Donald Trump inaugurou na quarta-feira (24) as comemorações pelos 250 anos dos Estados Unidos com um discurso mais político do que histórico, sem deixar de mencionar amplamente seus projetos e agenda de governo.
Sem falar muito sobre os princípios da Declaração de Independência de 4 de julho de 1776, Trump utilizou durante a primeira parte do discurso seu inconfundível tom empregado em comícios, ainda que com um estilo mais contido.
"À medida que nos aproximamos do nosso 250º ano de independência, estou entusiasmado em declarar que os Estados Unidos estão de volta", disse Trump, no National Mall, em Washington.
"E, como vocês sabem muito bem, há pouco tempo éramos um país morto. Estávamos mortos. Agora somos o país mais atraente em qualquer parte do mundo", acrescentou.
Trump começou com uma referência à situação no Oriente Médio e apresentou a impopular e criticada guerra contra o Irã como uma grande vitória para os americanos. Também chamou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro como uma das "grandes operações militares da história".
No front interno, ele exaltou o que descreveu como uma economia em expansão e atacou o histórico de seu antecessor Joe Biden como um "desastre total". O republicano afirmou que obteve 19 trilhões de dólares em investimento estrangeiro direto, um valor muito acima até mesmo das estimativas de sua administração.
O discurso deu início à Grande Feira Americana, um festival gratuito que comemora o 250º aniversário da Declaração de Independência com pavilhões estaduais, exibições aéreas militares, música e apresentações patrióticas.
A feira, que será celebrada até 10 de julho, inclui exposições que representam os 50 estados e os seis territórios americanos ao longo do National Mall.
Os organizadores prometeram atrações que vão de comida regional e apresentações culturais até uma roda-gigante de quase 30 metros de altura, um carrossel restaurado do Smithsonian, bandas militares e um "250" em vermelho, branco e azul projetado sobre o Monumento a Washington.
Os críticos de Trump afirmam que o aniversário de uma república fundada em uma revolta contra a monarquia britânica se transformou em mais um cenário para um presidente ansioso por se colocar no centro da vida nacional.
W.Lapointe--BTB