-
Partido pede levantamento imediato da inabilitação de María Corina na Venezuela
-
EUA vai transmitir ao vivo fuzilamento de condenado por ataque a base militar
-
Montagliani pretende permanecer na Concacaf e abre caminho para reeleição de Infantino
-
Equador vai contar com drones dos EUA em guerra contra o narcotráfico
-
Trump chama Musk de 'tesouro nacional' após entrega de medalha
-
Milhares de pessoas homageiam Maricarmen Abascal em marcha em Madri
-
Liverpool-Manchester City é destaque na volta das ligas europeias
-
Fuzilamento de condenado por ataque a base militar nos EUA será transmitido ao vivo
-
EUA suspende Microsoft de programa de vistos, diz vice-presidente
-
Bombardeio russo contra dois ônibus deixa 30 mortos na Ucrânia
-
'Ressurreição' de Verstappen é posta à prova no GP de Singapura
-
Xhaka, da seleção suíça, é multado por certificados falsos de vacinação contra Covid
-
Veículos expulsos da Casa Branca pedem a juiz que garanta seu acesso
-
Protestos estudantis, símbolo do mal-estar em uma França endividada
-
Alcaraz chega "mentalmente descansado" ao final da temporada de tênis
-
TPI declara ex-presidente filipino Duterte em condições de ser julgado
-
EUA apresenta nova acusação contra presidente deposto da Venezuela Maduro e esposa por tortura
-
NBA mantém seu plano de campeonato na Europa, apesar da rejeição da Euroliga
-
Confederação Africana reafirma apoio a Infantino para reeleição na Fifa
-
Andreeva vai enfrentar Bartunkova nas semifinais do WTA 1000 de Pequim
-
Ceferin será candidato à reeleição para presidente da Uefa em 2027
-
Exclusão de mulheres em algumas universidades gera critícas na Síria
-
Quatro astronautas da Crew-12 retornam à Terra
-
Estados Unidos desejam uma 'Europa forte', afirma Marco Rubio
-
'Lutando por nosso futuro': estudantes convocam novos protestos na França
-
OMC eleva previsão de crescimento do comércio de mercadorias impulsionado pela IA
-
Socialistas, a aposta arriscada do Partido Democrata para recuperar o Congresso nos EUA
-
Promotoria argentina denuncia caos entre equipe médica que abandonou Maradona 'à própria sorte'
-
Creche e complexo médico sofrem danos após interceptação de míssil em Riade
-
Polícia britânica reconhece que buscas nas casas do ex-príncipe Andrew foram ilegais
-
Sobrevivente de execução malsucedida nos EUA consegue andar, mas está mentalmente 'confusa'
-
Custo de vida preocupa americanos antes das eleições de meio de mandato
-
Adolescente mata uma pessoa e fere outras duas em escola na Polônia
-
Alex Bodi mizează, alături de CRIF, pe investiții transparente și pe prevenirea riguroasă a spălării banilor
-
OMC eleva previsão de crescimento do comércio mundial de mercadorias
-
Racionamento de energia gera protestos na Venezuela
-
Bombardeio russo contra dois ônibus deixa ao menos 30 mortos na Ucrânia
-
Crise habitacional, um tema central nas eleições gerais antecipadas na Espanha
-
Meloni supera teste crucial na Itália ao aprovar reforma eleitoral
-
Anne Carson, a poetisa canadense que moderniza a Antiguidade
-
Embaixadora dos EUA na Grécia pediu US$ 100.000 a um doador de Trump (WSJ)
-
Nobel premia a obra 'audaciosa' da poetisa canadense Anne Carson
-
Governo francês receberá organizações estudantis em novo dia de protestos
-
Bombardeio russo contra ônibus mata pelo menos 30 pessoas no leste da Ucrânia
Crime organizado brasileiro se expande para a Guiana Francesa
Os grupos de crime organizado mais poderosos do Brasil se expandiram, nos últimos anos, para a Guiana Francesa, onde remodelaram o panorama criminal desse território francês que compartilha 730 quilômetros de fronteira com o país.
Nascidos nas prisões brasileiras nas décadas de 1970 e 1990, esses grupos, considerados organizações terroristas pelos Estados Unidos, contam hoje com dezenas de milhares de membros.
Em 2024, a polícia identificou na Guiana Francesa 400 pessoas afiliadas a quatro facções armadas.
São elas o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), assim como seus aliados Amigos para Sempre (APS) e Família Terror do Amapá (FTA).
"Esses grupos estão na Guiana há mais de 30 anos, mas sua influência aumentou consideravelmente a partir de 2018, devido à expansão do PCC", diz à AFP Gabriel Feltran, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, em francês).
O PCC, um dos principais atores do tráfico internacional de cocaína, é uma das organizações criminosas sul-americanas mais poderosas, segundo uma nota de 2024 do serviço de inteligência criminal (Sirasco) do Ministério do Interior francês, consultada pela AFP.
A expansão do PCC modificou a estrutura dos mercados criminosos na Guiana, "que passaram progressivamente de uma criminalidade local a uma integração em redes internacionais", prossegue Feltran.
A violência associada a essas facções também se espalhou. A guerra entre o CV e o PCC, de 2016 até a assinatura de uma trégua em fevereiro de 2025, contribuiu para o aumento do número de homicídios na Guiana.
Esse território registrou, em 2023 e 2024, taxas de homicídio até 20 vezes superiores à média nacional.
- Assaltos de chinelo -
"Constatamos um endurecimento de todo o ecossistema criminoso na Guiana por causa das facções. Sua presença leva outros grupos criminosos a se armarem mais para se defender ou atacá-las", declara à AFP o coronel Xavier, comandante do departamento de investigações (SR) da polícia da Guiana.
Em 2024, 53% dos homicídios na Guiana estiveram ligados a acertos de contas entre grupos criminosos.
À primeira vista, o comportamento desses delinquentes que assaltam mercearias de chinelo não parece muito sofisticado.
"No entanto, eles constituem a principal ameaça à ordem pública na Guiana", alerta Joël Sollier, procurador-geral em Caiena.
"A criminalidade organizada é o que há de mais perigoso, porque é estruturada, atua a longo prazo e afeta todos os ramos da sociedade", acrescenta.
Ativas no tráfico de armas e drogas, as organizações também passaram a atuar na extração ilegal de ouro, diante da alta do preço internacional do metal.
"As facções recrutam principalmente jovens em situação de extrema pobreza, uma parcela numerosa da população na Guiana", afirma Feltran.
- "Corrida contra o relógio" -
Em resposta, o Ministério Público incorporou em 2023 dois membros especializados em criminalidade organizada. O departamento de investigações da polícia quase dobrou seu efetivo em 2024 e dedica um terço de seus recursos às facções.
A Justiça mira os criminosos mais perigosos, "os chefes capazes de organizar e regenerar o sistema", explica o major Christophe, do SR.
Esse trabalho permitiu prender cerca de cem "membros de facções" em 2025, ano em que o número de homicídios diminuiu 23% e os assaltos à mão armada, 33%.
"Nem todos foram cometidos por membros de facções, mas o impacto sobre esses grupos criminosos é inegável, e precisamos combatê-los ao mesmo tempo" para evitar que outros ocupem seu lugar, afirma o coronel Xavier.
No centro penitenciário de Rémire-Montjoly, os detentos ligados a essas organizações são separados dos demais para limitar sua influência, e os chefes mais poderosos são transferidos para a França Metropolitana.
"É uma corrida contra o tempo. Se não formos capazes de extirpar esse câncer, ele vai se instalar de forma duradoura e produzir o que produz em outros lugares da América Latina", adverte o procurador-geral.
No Brasil, o impacto das facções armadas não se restringe à segurança pública.
"Sua expansão mudou a confiança social, as relações entre classes e a organização das cidades, que se tornaram mais segregadas, assim como a vida política", analisa o pesquisador.
O Estado francês, "mais preparado e menos corrupto", parece melhor equipado para resistir, avalia Feltran.
G.Schulte--BTB