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Rússia ataca sede dos serviços de segurança ucranianos em Kiev
A sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) foi atingida por um ataque de drone russo nesta sexta-feira (4), no centro de Kiev, um ataque que, segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, teve como alvo o escritório do diretor da agência.
O ataque ocorreu às vésperas da primeira visita à capital ucraniana, neste fim de semana, de enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, em uma tentativa de mediar o fim da guerra desencadeada pela invasão russa de 2022.
No final da tarde desta sexta-feira, um "drone russo" atingiu o prédio principal do SBU, no centro de Kiev, anunciou Zelensky.
"O drone apontava diretamente para o escritório do chefe do serviço de segurança", Oleksandr Poklad, acrescentou, dizendo que pediu "uma resposta adequada e concreta".
Poklad não estava em seu escritório no momento do ataque, disse à AFP uma fonte próxima ao caso.
Jornalistas da AFP viram fumaça subindo sobre o centro da cidade. Diversas ruas próximas ao local foram interditadas.
Nove pessoas ficaram feridas neste bairro histórico da capital, sete das quais estão hospitalizadas, disse o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, sem especificar se foram atingidas pelo ataque.
Nas últimas semanas, Moscou intensificou seus ataques com drones e mísseis, tanto diurnos quanto noturnos, contra Kiev e outras cidades do país, onde os alertas aéreos são constantes.
Nos últimos meses, o Exército ucraniano também intensificou suas campanhas de bombardeio na Rússia. Na terça-feira, Zelensky alertou aeronaves civis e aliados de Kiev de que os drones ucranianos tornariam perigoso sobrevoar o espaço aéreo russo.
Seu homólogo russo, Vladimir Putin, classificou esse alerta como "terrorista".
- Enviados de Trump -
Nesse contexto, os enviados de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, têm viagem marcada para Moscou, segundo informações de Kiev, e também visitarão, pela primeira vez, a capital ucraniana.
Ambos já estiveram em Moscou em diversas ocasiões. A viagem a Kiev vem sendo negociada há meses e acontecerá "no domingo", disse à AFP, nesta sexta-feira, um alto funcionário ucraniano que pediu anonimato.
Desde que retornou à Casa Branca no início de 2025, Donald Trump promoveu diversas rodadas de negociações para tentar encontrar uma solução para a guerra, sem nenhum avanço concreto até o momento.
Esses esforços diplomáticos ficaram em segundo plano na agenda de Washington desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro.
No final de julho, o presidente ucraniano conversou por telefone com os enviados de Trump para "reativar a diplomacia".
A guerra desencadeada pela invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 é o conflito armado mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e deixou, segundo estimativas, centenas de milhares de mortos e feridos.
L.Dubois--BTB