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Países muçulmanos condenam planos de ministros israelenses para expulsar palestinos de Gaza
Oito países de maioria muçulmana condenaram neste domingo (6) propostas apresentadas nesta semana por ministros israelenses para expulsar palestinos da Faixa de Gaza e afirmaram que esses planos ameaçam os esforços de paz para o território liderados pelos Estados Unidos.
Em meio à campanha para as eleições gerais israelenses de 27 de outubro, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou na quarta-feira que o governo tem planos para retirar os palestinos de Gaza, mas aguarda que os Estados Unidos decidam para onde eles seriam levados.
Um dia depois, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, do partido de extrema direita Poder Judaico, apresentou uma proposta para expulsar 250 mil palestinos de Gaza em um ano.
Os demais habitantes do território, cuja população é de cerca de dois milhões de pessoas e que foi devastado pela guerra entre Israel e o grupo islamista Hamas, deixariam Gaza ao longo dos seis anos seguintes.
Os ministros das Relações Exteriores de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Indonésia e Turquia declararam que condenam veementemente os planos para "expulsar à força os palestinos de suas terras".
"Essas medidas colocam em xeque os esforços internacionais para alcançar a paz, em particular o plano abrangente do presidente Donald Trump para pôr fim ao conflito em Gaza, que inclui uma firme rejeição ao deslocamento forçado", acrescentaram os chanceleres.
Eles se referiam ao plano de paz para Gaza apoiado pelos Estados Unidos e apresentado em outubro de 2025.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou no sábado, durante uma visita à Cisjordânia ocupada, outro território palestino, que não existe nenhum plano israelense para deslocar a população de Gaza.
I.Meyer--BTB