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Mais de 140 mortos em combates entre rebeldes huthis e o exército do Iêmen
Os confrontos entre as forças do governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, e os rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, deixaram mais de 140 combatentes mortos entre o meio-dia de sábado e a manhã deste domingo (6), informaram fontes militares.
Os combates no sudoeste do Iêmen pelo controle do acesso ao Mar Vermelho foram retomados na última quinta-feira, após o colapso, em julho, do cessar-fogo firmado em 2022, em meio à crescente instabilidade regional provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
A ofensiva dos huthis busca cortar o acesso à cidade portuária de Mocha e avançar em direção às áreas que margeiam o Estreito de Bab el Mandeb. Essa passagem marítima ganhou importância para o transporte de petróleo saudita depois que o Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã.
Neste domingo, dois oficiais do exército iemenita disseram à AFP que 84 dos mortos pertenciam a suas fileiras e que a maioria morreu em ataques com foguetes. Por sua vez, quatro fontes ligadas às forças rebeldes informaram que 57 de seus combatentes morreram no mesmo período.
Segundo um levantamento da AFP com base em diversas fontes militares e médicas dos dois lados, mais de 300 combatentes e alguns civis morreram desde quinta-feira.
Um oficial das forças do governo reconhecido pela comunidade internacional afirmou que os confrontos diminuíram nas primeiras horas de domingo. De acordo com a fonte, as “forças [governamentais] conseguiram estabelecer posições ao norte de Hays”, distrito situado a menos de 30 km da costa do Mar Vermelho.
No entanto, o oficial acrescentou que os huthis avançaram a oeste de Taiz, ao sul de Hays, em direção ao Estreito de Bab el Mandeb. Atualmente, os huthis não controlam nenhuma área com acesso direto a Bab el Mandeb, mas dominam a cidade portuária de Hodeida, mais ao norte.
Desde julho, os insurgentes alinhados a Teerã intensificaram os ataques contra posições militares e áreas sob controle do governo reconhecido pela comunidade internacional.
O Iêmen vive uma guerra civil desde 2014, quando os huthis lançaram uma grande ofensiva a partir de seu reduto em Saada, no norte do país, e assumiram o controle de amplas áreas do território, incluindo a capital, Sanaa.
T.Bondarenko--BTB