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Irã vê 'avanços significativos' em negociações com Omã sobre Estreito de Ormuz
O Irã afirma ter havido "avanços significativos" nas negociações com Omã sobre a gestão do estratégico Estreito de Ormuz, uma das questões mais conflituosas na guerra entre Irã e Estados Unidos.
Os dois países têm discutido o futuro da navegação nessa hidrovia há semanas. Teerã anunciou repetidamente um acordo iminente, que até agora não foi concluído.
Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano, seu chanceler, Abbas Araghchi, conversou por telefone com seu homólogo japonês.
"Ele apresentou o status mais recente das negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz, relatando avanços significativos", diz o comunicado.
As negociações visam estabelecer um corredor "permanente" e definir "a futura gestão do estreito", assim como um mecanismo para "fornecer os serviços de navegação e segurança necessários", acrescenta Teerã.
A República Islâmica afirma que as coordenadas geográficas de uma rota planejada entre os dois países "foram acordadas".
O estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, está bloqueado por Teerã desde o início do conflito, que começou em 28 de fevereiro com ataques israelenses e americanos.
Os Estados Unidos, por sua vez, bloquearam os portos iranianos.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que as forças americanas ajudaram a facilitar a passagem de "uma média de 30 navios por noite" pelo estreito.
O tráfego marítimo caiu drasticamente para uma média de dez navios por dia após o bloqueio imposto por Teerã em 1º de março, ante uma média de 95 por dia em fevereiro, segundo uma análise da AFP com base em dados da Kpler, uma plataforma de monitoramento do tráfego marítimo.
No entanto, a Kpler não consegue detectar todas as travessias, pois muitas são "fantasmas".
O Irã exige que os navios obtenham permissão para cruzar o estreito e adverte que não haverá retorno ao regime de livre navegação anterior à guerra.
Teerã quer cobrar pedágio dos navios que transitam por essa rota, uma medida rejeitada por Washington e diversos países da região.
L.Janezki--BTB