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Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam seis mortos
Um ataque ucraniano com centenas de drones contra a Rússia deixou ao menos quatro mortos na madrugada desta quarta-feira (9), pouco após uma ofensiva de Moscou contra um posto na fronteira entre a Ucrânia e a Moldávia ter provocado duas mortes, informaram as autoridades.
Moscou anunciou que derrubou 596 drones ucranianos durante a noite sobre várias regiões, incluindo a Crimeia anexada. Um dos locais atingidos foi a cidade portuária de Novorossiysk, na província de Krasnodar (sul).
"Quatro pessoas, entre elas uma criança, morreram e 29 ficaram feridas", afirmou o governador da região, Veniamin Kondratiev.
"Nossas Forças Armadas repeliram durante a noite um ataque em larga escala de drones inimigos contra a região, sendo Novorossiysk a cidade mais afetada", acrescentou no Telegram.
Do outro lado, o governador da região ucraniana de Odessa, Oleg Kiper, informou que drones inimigos atacaram o posto de controle rodoviário de Starokozache, na fronteira com a Moldávia, durante a noite.
Segundo um primeiro balanço, "duas pessoas morreram e três ficaram feridas", disse. O posto fronteiriço sofreu danos e suas atividades foram suspensas.
Um cidadão moldavo que viajava de carro em direção à capital Chisinau também ficou ferido no ataque, mas se negou a ser hospitalizado, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país.
O primeiro-ministro da Moldávia, Vasile Tofan, denunciou a intensificação dos ataques entre as partes, que colocam "cada vez mais em risco a vida" de seus compatriotas.
A Rússia, que iniciou a ofensiva em larga escala em fevereiro de 2022, e a Ucrânia estão envolvidas há meses em uma intensificação dos ataques de longo alcance, direcionados contra instalações energéticas, logísticas e portuárias, além de contra navios no Mar Negro.
Os esforços diplomáticos impulsionados pelos Estados Unidos para acabar com o conflito, que permaneceram estagnados por vários meses, foram retomados no fim de semana passado com uma visita dos emissários de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Moscou e a Kiev.
Após a viagem, na terça-feira o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo americano, Donald Trump, conversaram por telefone e abordaram o conflito na Ucrânia com "extrema franqueza", segundo o Kremlin.
burs/cn/arm/avl/fp
K.Thomson--BTB