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Americana é detida no México acusada de fornecer armas para o tráfico
Autoridades do México anunciaram, nesta sexta-feira (11), a detenção de uma cidadã dos Estados Unidos, acusada de fornecer armas para o narcotráfico.
O exército e o Ministério Público vincularam a mulher a uma facção do Cartel de Sinaloa, um dos mais violentos do país e envolvido há dois anos em uma sangrenta guerra interna, com milhares de mortos.
Segundo as autoridades, a maioria das armas apreendidas em cenas de crimes no México vem dos Estados Unidos.
Desde que a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, chegou ao poder, em 2024, quase 30.000 armas de fogo foram apreendidas no México, acrescentaram.
A mulher detida foi identificada apenas como Yanet "N", pois a lei mexicana proíbe divulgar os sobrenomes dos acusados.
Na operação que levou à sua detenção, também foram confiscados 5.400 cartuchos de munição e um veículo, segundo o gabinete de Segurança, que reúne várias agências do governo.
"Com estas ações, afeta-se a capacidade operacional dos grupos criminosos e evita-se que armamento e munições sejam usados para gerar violência", afirmou o grupo no X.
Em 2021, o governo mexicano apresentou uma ação nos Estados Unidos contra fabricantes de armas do país, aos quais acusou de contribuir para os crimes violentos em seu território.
A ação foi indeferida pela Suprema Corte americana em junho de 2025.
Outra ação apresentada em 2022 ante uma corte do estado americano do Arizona contra cinco distribuidoras de armamento permanece ativa e à espera de resolução.
Sheinbaum tem multiplicado as operações de combate ao narcotráfico sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera que o México é governado pelos cartéis e ameaça agir por conta própria se não vir resultados.
A presidente nega as acusações e repudia firmemente qualquer interferência estrangeira.
"Nós ajudamos na diminuição do tráfico de drogas do México para os Estados Unidos", disse Sheinbaum em maio. "Então, eles também têm que nos ajudar na diminuição do tráfico de armas", acrescentou.
D.Schneider--BTB