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Ultradireitista Le Pen defende "prioridade nacional" na campanha para eleições na França
A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, uma das favoritas na disputa pela presidência da França em 2027, afirmou neste domingo (13) que dará preferência aos cidadãos franceses em detrimento dos estrangeiros, ao defender seu princípio de longa data de “prioridade nacional”.
A sete meses da eleição presidencial francesa, Le Pen, de 58 anos, declarou que, se for eleita, os franceses “terão prioridade em seu próprio país”, independentemente da cor da pele, religião ou origem.
“Vamos garantir a todos os franceses, como acontece em todos os países do mundo, um direito natural e justo. Conosco, os franceses, independentemente da cor da pele, da religião, da origem ou do local de residência (...), terão prioridade em seu próprio país”, afirmou a candidata do Reagrupamento Nacional (RN) em Hénin-Beaumont, reduto da extrema direita no norte do país.
Em sua quarta tentativa de chegar ao Palácio do Eliseu, Le Pen assegurou que, se governar, os cidadãos franceses teriam “mais direitos na França do que os demais”, em um evento que reuniu cerca de 2 mil pessoas e contou com a presença de seu apadrinhado político Jordan Bardella, de 31 anos.
As pesquisas indicam que Le Pen pode ter, na eleição de abril de 2027, sua melhor oportunidade até agora de conquistar a presidência, com ampla vantagem no primeiro turno e perspectivas favoráveis para o segundo turno.
Segundo a líder do RN, a política de “prioridade nacional” seria aplicada também à habitação, garantindo aos cidadãos franceses acesso preferencial às moradias sociais. Uma de suas prioridades, acrescentou, seria ampliar a oferta de moradias por meio da eliminação de diversas regulamentações ambientais.
Le Pen disputa a eleição apesar de, em julho, um tribunal de apelação ter confirmado sua condenação por desvio de recursos públicos. Ela busca reverter a decisão junto à mais alta instância judicial do país, a Corte de Cassação.
J.Fankhauser--BTB