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EUA impede presença de chefe do setor nuclear do Irã em reunião em Viena
O chefe do setor nuclear do Irã não foi autorizado a participar de uma conferência anual na sede da agência de energia atômica da ONU em Viena devido à oposição dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (14) a televisão estatal iraniana.
"Mohamad Eslami e sua delegação pegaram um voo regular para Viena no sábado, mas foram barrados no caminho devido a obstruções dos Estados Unidos", afirmou a emissora, segundo a qual o funcionário de alto escalão já retornou a Teerã.
Ele deveria chegar à Áustria, sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), uma instância de controle da ONU, para a conferência geral anual, que prosseguirá até sexta-feira (18).
Mohamad Eslami participou da conferência do ano passado. Uma fonte diplomática em Viena confirmou, sob a condição de anonimato, que o iraniano teve a entrada negada na Áustria devido a pressões dos Estados Unidos.
"É um indivíduo sancionado e não queremos que indivíduos sancionados escapem de suas sanções. Ele pediu uma isenção das sanções e foi negada", declarou o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, à imprensa em Viena.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, denunciou que a recusa de Viena "em conceder vistos à delegação da República Islâmica do Irã é uma decisão totalmente injustificada".
"É evidente para todos nós que este incidente aconteceu devido às pressões dos Estados Unidos, mas isso não exonera o governo austríaco de toda responsabilidade", acrescentou.
Por sua vez, Behrooz Kamalvandi, funcionário do governo iraniano responsável por assuntos jurídicos internacionais na AIEA, advertiu que o "ato mal-intencionado do governo dos Estados Unidos criará um precedente que afetará o mundo inteiro".
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel desencadearam uma guerra contra o Irã, alegando que o programa nuclear de Teerã representava um perigo.
Os dois países, assim como os europeus, suspeitam que o Irã quer desenvolver armas atômicas, mas a República Islâmica nega categoricamente.
G.Schulte--BTB