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Rússia minimiza ataque perto da Polônia e afirma que visa toda a Ucrânia
O Kremlin minimizou, nesta segunda-feira (14), as preocupações com os ataques de drones perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia, ao afirmar que pretende atacar "todo o território" ucraniano.
A Polônia, membro da Otan, informou no domingo que a Rússia havia atingido um trem dentro da Ucrânia, a dois quilômetros da fronteira comum.
"Se entendo corretamente, estamos falando de território ucraniano", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao ser questionado pela AFP sobre os ataques. "Nossos militares estão cumprindo suas missões em todo o território da Ucrânia (...) E continuarão fazendo isso", acrescentou.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, considerou que o ataque tinha como objetivo "intimidar os países ocidentais para que deixem de apoiar a Ucrânia". O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que essa ação "mostra até que ponto (...) está desesperado" o presidente russo, Vladimir Putin.
Putin "pensa que pode nos impedir de apoiar a Ucrânia e que pode minar a nossa unidade. Ele está errado", afirmou Rutte.
Um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, fez coro dessa opinião, afirmando que o bombardeio "foi uma tentativa fútil da Rússia de minar nosso apoio à Ucrânia". "Eles não nos deterão", enfatizou.
A Rússia atacou regiões do oeste da Ucrânia ao longo da guerra, mas bombardeios tão próximos das fronteiras ocidentais do país são pouco frequentes.
O oeste da Ucrânia fica a centenas de quilômetros da frente de batalha e das regiões leste e sul que o Kremlin reivindica como suas.
A Polônia, um dos principais aliados da Ucrânia, qualificou os ataques de domingo como uma "escalada" e convocou uma reunião extraordinária do governo.
Ucrânia e Polônia confirmaram os ataques e afirmaram que não causaram vítimas.
Kiev indicou que Moscou chegou perto de atingir um trem diplomático com autoridades ocidentais.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou no domingo que Varsóvia havia recebido informações de que Moscou poderia estar planejando ataques contra passagens fronteiriças.
"Sabíamos que no plano russo existia a intenção de desorganizar, paralisar e até destruir passagens fronteiriças ucranianas, o que também afeta o nosso país", declarou Tusk.
F.Müller--BTB