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Ministro israelense pede investigação das fontes do documentário 'NAZA'
O ministro da Cultura israelense, Miki Zohar, pediu, nesta segunda-feira (14), uma investigação para identificar as fontes anônimas que acusam o Exército israelense de matar inúmeros civis em Gaza no impactante documentário "NAZA", premiado no Festival de Cinema de Veneza.
"NAZA" se baseia em depoimentos anônimos de 24 membros do Exército e dos serviços de Inteligência israelenses, que descrevem como, segundo eles, as forças israelenses matam civis deliberadamente ao tentar eliminar membros do grupo islamista palestino Hamas.
No documentário, com 80 minutos de duração, os entrevistados explicam como diversos sistemas tecnológicos, inclusive alguns baseados em inteligência artificial, permitem ao exército localizar através dos telefones celulares supostos membros do Hamas e suas famílias para então atacar suas residências.
Zohar já havia pedido no domingo que fossem tomadas medidas para revogar a cidadania israelense dos diretores Yuval Abraham e Rachel Szor, cujo documentário ganhou o Prêmio Especial do Júri em Veneza, acusando-os de "traição ao Estado".
Em uma mensagem publicada nesta segunda-feira no X, Zohar afirmou ter contatado o Ministério do Interior para discutir a possível revogação da cidadania, acusando ambos os cineastas de "falharem com seu dever de lealdade ao Estado e de colaborarem com o inimigo".
"Também solicitei uma investigação sobre como esses materiais foram obtidos, quem está por trás deles e se as atividades que levaram à sua coleta e publicação poderiam ter ajudado o inimigo em tempos de guerra", acrescentou.
A revogação da cidadania é legalmente possível em Israel, embora seja aplicada em situações muito especiais.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, qualificou o filme como "chocante".
"Estamos combatendo as provocações antissemitas em todo o mundo, mas quando vêm de nossos próprios cidadãos, é simplesmente intolerável", afirmou o premiê em um vídeo publicado no X.
D.Schneider--BTB