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Congresso dos EUA aprova novas sanções contra Rússia e seus aliados
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira (16) novas sanções contra a Rússia e seus aliados por seu papel na guerra na Ucrânia, um texto que já passou pelo Senado e é apoiado pelo presidente Donald Trump.
A iniciativa foi aprovada por 262 votos a 159 e constitui a primeira iniciativa de grande porte do Congresso americano contra Moscou desde o retorno de Trump ao poder, no ano passado.
O presidente republicano disse que vai promulgar o texto, aprovado no mês passado no Senado por 86 votos a 11.
A legislação mira nos setores de energia e defesa da Rússia, no presidente Vladimir Putin e em outros funcionários do alto escalão, assim como na "frota fantasma" de petroleiros de Moscou, usada para burlar as sanções das potências ocidentais.
O texto também dá a Trump autoridade para impor tarifas de até 100% sobre os cinco principais compradores de petróleo e gás russos, incluindo China e Índia, com o objetivo de cortar a receita que financia a guerra de Moscou.
Nesta quinta-feira (17), no entanto, o governo indiano anunciou que continuará diversificando suas compras de petróleo, já que "segue firmemente comprometido a garantir a segurança energética de seus 1,4 bilhão de habitantes".
"A parte indiana também deixou clara sua determinação de tomar todas as medidas necessárias para proteger seus interesses comerciais e econômicos", acrescentou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
O conflito no coração da Europa, iniciado com a invasão em larga escala da Rússia ao território da Ucrânia em fevereiro de 2022, é o mais letal no continente desde a Segunda Guerra Mundial.
A votação na Câmara dos Representantes foi celebrada por ativistas pró-Ucrânia, que ressaltaram que a ofensiva russa prossegue. Na quarta-feira, ataques com drones contra o transporte civil no sul do país deixaram ao menos cinco mortos, segundo autoridades em Kiev.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, havia instado o Congresso dos Estados Unidos a aprovar o pacote de sanções, em particular durante uma visita a Washington em julho.
O projeto de lei leva o nome de seu principal idealizador, o senador republicano Lindsey Graham, que faleceu em julho. Ele era um ferrenho defensor da Ucrânia e crítico implacável da Rússia e do Irã, também alvo do texto.
Graham defendia o texto desde abril de 2025, mas Trump, que prefere tomar medidas por conta própria em vez de ceder poder ao Congresso, travou o projeto de lei até que um acordo no início do verão (hemisfério norte) permitiu sua aprovação pelo Senado.
A Câmara dos Representantes está pressionada pelo calendário. Os congressistas devem deixar Washington em breve para fazer campanha para as eleições legislativas de meio de mandato, previstas para 3 de novembro.
O.Bulka--BTB