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França propõe grande ajuste fiscal para melhorar finanças públicas
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, indicou nesta quinta-feira (17) que planeja um ajuste fiscal de 54 bilhões de euros (R$ 319 bilhões) em sua proposta orçamentária para 2027, visando fortalecer as finanças públicas em meio a um contexto eleitoral instável.
A França encerrou 2025 com um déficit de 5,1%, ultrapassando o limite de 3% estabelecido pelas regras da zona do euro, e uma dívida pública de quase 3,5 trilhões de euros (R$ 20,6 trilhões, 115,7% do PIB). Além disso, o Banco Central francês reduziu a previsão de crescimento do país para 0,4% em 2026.
"O projeto de lei orçamentária incluirá um esforço fiscal de cerca de 54 bilhões de euros", disse Lecornu em entrevista ao jornal Le Figaro, alertando que "se este orçamento não incluísse medidas de austeridade, o déficit de 2027 se aproximaria de 6,5% do PIB".
Seu objetivo é alcançar um déficit de 5% do PIB na segunda maior economia da União Europeia.
Entre as medidas de austeridade propostas estão o congelamento dos salários do setor público, a redução dos gastos das autoridades locais e o pedido para que os aposentados contribuam com "menos de 6 bilhões de euros", embora não tenha especificado se isso significa não aumentar as aposentadorias ou outras opções.
O governo deverá apresentar em breve uma proposta orçamentária, elaborada em um contexto desafiador que inclui também o aumento acentuado dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio e o aumento das taxas de juros da dívida.
I.Meyer--BTB