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Exército de Israel detém suposto autor de ataque mortal contra colono na Cisjordânia
Um colono israelense morreu em um ataque a tiros executado neste domingo (20) na Cisjordânia, pouco antes da festa sagrada do Yom Kipur, e o suposto autor foi detido, segundo o Exército.
O comando militar informou, ainda, sobre outra tentativa de ataque perto de Jenin, também na Cisjordânia, onde os soldados mataram um homem que tentou atropelá-los.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou o que chamou de um "ataque assassino" lançado antes da festa mais importante para os judeus, que começa na noite deste domingo.
O colono foi atacado na região de Nevé Tzuf, perto da cidade de Ramallah. O hospital Beilinson de Petah Tikva, no centro do país, confirmou posteriormente sua morte por causa dos ferimentos.
O exército israelense explicou, em um comunicado, que os soldados tinham detido o "terrorista" em um hospital próximo do local do ataque. Fontes palestinas destacaram que o hospital ficava em Ramallah.
Segundo sua versão, o agressor foi baleado por um militar no local do ataque.
"Nesta véspera de uma festa sagrada, devemos dizer claramente: o terrorismo não nos quebrará", disse o presidente israelense, Isaac Herzog, em um comunicado.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, pediu, em uma postagem no X, que o agressor foi a primeira pessoa executada em virtude de uma lei de pena de morte, aprovada recentemente.
Gvir publicou uma imagem na qual se vê um homem em um quarto de hospital, cercado por soldados israelenses.
A nova lei impõe por default a pena de morte aos palestinos da Cisjordânia, condenados por acusações de terrorismo por ataques mortais e a estabelece como possível pena para os cidadãos palestinos de Israel, também denominados como árabes israelenses.
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967. Mais de 500.000 israelenses vivem em assentamentos no território, considerados ilegais pela comunidade internacional, ao lado de quase três milhões de palestinos.
O Ministério da Educação da Autoridade Palestina anunciou, na última hora deste domingo, que as aulas seriam suspensas na segunda-feira para os estudantes da região de Ramallah "por preocupação com a segurança de professores e alunos".
A violência aumentou na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, em consequência do ataque do movimento islamista Hamas em outubro de 2023.
Quase todos os dias são registrados ataques de colonos contra localidades palestinas.
Segundo um balanço da AFP, com base em dados do Ministério da Saúde palestino, o Exército e colonos mataram, neste período, mais de 1.100 palestinos.
Do outro lado, ao menos 49 israelenses, entre civis e membros das forças de segurança, morreram em ataques palestinos ou em operações militares, segundo dados israelenses.
I.Meyer--BTB