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O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, prometeu neste domingo (25) adotar uma postura mais dura contra os protestos antigovernamentais que pedem sua renúncia e advertiu que começará a aplicar novas multas às pessoas que participarem de manifestações violentas.
O dirigente do Partido Socialista afirmou que promulgará uma nova lei que permitirá impor multas superiores a 550 dólares a "qualquer pessoa que decida permanecer em uma multidão" na qual ocorram atos de violência ou saques em espaços públicos, ou a pessoas que "ocultem sua identidade" em espaços públicos.
Em um discurso transmitido nas redes sociais, antes de uma nova manifestação na capital, Tirana, ele afirmou que as medidas restritivas seriam aplicadas a qualquer tipo de concentração em que houvesse danos materiais.
O movimento de protesto começou há meses, com manifestações majoritariamente pacíficas contra um projeto turístico ligado à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que provocou indignação devido às acusações de corrupção e à falta de transparência do governo.
No entanto, na última semana, começaram protestos estudantis que reivindicam melhorias nas condições das universidades e denunciam a corrupção, além de exigir a renúncia de Rama.
Nessas manifestações, ocorreram confrontos violentos entre as forças de segurança e os manifestantes.
A nova lei também concederia à polícia poderes para restringir as "concentrações" em determinados casos nos quais se considere que existe risco de violência, afirmou o dirigente de 62 anos.
O líder da oposição, o conservador Sali Berisha, presidente do Partido Democrático, afirmou que a população não aceitará essas novas medidas.
"Vamos nos opor firmemente a elas" e "responderemos olho por olho" a Rama, "para lhe dar o que merece", declarou Berisha em um debate online.
A lei também prevê indenizações para pequenas empresas afetadas pelos protestos e medidas contra aqueles que "incentivem, organizem ou coordenem a participação de menores em idade escolar nas manifestações".
Os professores manifestaram apoio aos estudantes do ensino médio que participaram dos protestos deste ano.
Nas manifestações recentes, os participantes atacaram o Ministério da Educação e outros prédios oficiais, protestando contra a corrupção e exigindo melhores condições para os estudantes e a renúncia de Rama.
Após os protestos de sábado, a polícia informou que 23 pessoas haviam sido formalmente presas, outras 13 eram alvo de processos judiciais e 30 pessoas estavam sendo "procuradas".
J.Bergmann--BTB