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Dominicanos pedem freio na imigração de haitianos
Dezenas de cidadãos convocados por uma ONG nacionalista protestaram nesta quinta-feira (24) em frente ao palácio de governo em Santo Domingo, a capital da República Dominicana, para exigir que o presidente Luis Abinader freie "a haitianização" do país, que já aplica deportações em massa.
Abinader foi reeleito no ano passado com a promessa de endurecer as políticas migratórias, que incluem a ampliação do muro fronteiriço e as deportações, que foram 276.215 em 2024.
"Isto não é uma luta política, é uma luta da pátria, que compete a todos os dominicanos, porque, se perdemos o nosso país, perdemos todos", disse Ángelo Vásquez, presidente da ONG Antiga Ordem Dominicana.
"Este país nos pertence, e vamos defendê-lo nas ruas e em cada canto", proclamou Vásquez durante a manifestação. "Este país não aguenta mais a haitianização."
A República Dominicana começou a exigir nesta semana documentos dos estrangeiros que buscam atendimento nos hospitais do país, de 11 milhões de habitantes.
A população local se queixava que as vagas nos centros de saúde estavam sendo ocupadas por haitianos, segundo o governo. Os pacientes sem documentos serão atendidos e, depois, deportados.
O Haiti vive um aumento da violência desde meados de fevereiro e as gangues controlam cerca de 85% da capital Porto Príncipe, o que tem provocado o deslocamento da população, segundo a ONU.
C.Kovalenko--BTB