-
Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após suposta fraude eleitoral
-
Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade'
-
Incêndio na França revela obuses da Segunda Guerra Mundial
-
Mau tempo em cuba dificulta reconexão elétrica após apagão
-
Conselho de Paz tranquiliza Israel após objeções a retirada de Gaza
-
Tarifas de Trump voltam à mira da Justiça nos EUA
-
Crise em Ceuta abre nova frente para premier da Espanha
-
Ex-presidente hondurenho indultado pelos EUA vai se defender em liberdade
-
MLS escolhe Larry Berg como comissário para suceder Don Garber
-
Vladimir Petkovic deixa cargo de técnico da Argélia
-
Vinte e cinco estados democratas processam governo Trump por 'tarifaço'
-
737 MAX 7 da Boeing obtém certificação após vários anos de atrasos
-
Trump diz que EUA e Irã estão negociando e alerta para 'última oportunidade'
-
Real Madrid acerta transferência do atacante Gonzalo García para o Fulham
-
Zelensky demite embaixadora ucraniana nos Estados Unidos
-
Fritz vence Jódar na final em Washington e conquista seu 11º título
-
Trump acusa petroleiras de ganhar 'dinheiro demais' graças à guerra com Irã
-
Eala vence Pegula na final em Washington e conquista seu 1º título WTA
-
Taxa de homicídios recuou no México em 2025
-
Cuba restaura eletricidade após apagão nacional, mas cortes persistem
-
Irmãs Williams recebem convites para disputar duplas do WTA 1000 de Cincinnati
-
Incêndio perto de Bordeaux revela projéteis da Segunda Guerra Mundial
-
Eala vence Pegule na final em Washington e conquista seu 1º título WTA
-
Casa Branca terá reunião sobre regulação da IA na terça-feira
-
Trump diz que Irã deve escolher entre 'acordo' ou 'rendição total'
-
Flick admite que Barça precisa de reforços no ataque
-
Chelsea contrata meia Jordan Henderson, do Brentford e da seleção inglesa
-
Atividade industrial cresce em ritmo acelerado em julho nos EUA
-
Seleção dos EUA renova com técnico Mauricio Pochettino até a Copa de 2030
-
Edin Dzeko renova com Schalke 04 por mais um ano
-
Cuba começa a restabelecer eletricidade após novo apagão nacional
-
Inglaterra e Gales tiveram julho mais seco desde que começaram os registros
-
Espanha defende sua soberania sobre Ceuta após crise migratória
-
Amazon ultrapassa pela primeira vez os US$ 3 trilhões em valor de mercado
-
Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado
-
Condições de trabalho na América Latina melhoraram pouco em três décadas, diz BID
-
Chefe da UE pede resposta comum para 'reforçar fronteiras' após crise em Ceuta
-
'Ted Lasso' retorna aos gramados com equipe feminina
-
Ataque russo queima oito milhões de livros na Ucrânia, denuncia editora
-
Aung San Suu Kyi, Nobel da Paz presa em Mianmar, reúne-se com delegado da Cruz Vermelha
-
Como formar 'cirurgiões do futuro' no uso de robôs
-
Irã nega negociações com EUA após anúncio de Trump sobre novas conversações
-
BitMart、説明を迫られる:SNC SCANDIC COINの出金は8日経っても依然としてTXIDなし
-
설명 압박에 직면한 BitMart: 8일이 지나도 여전히 TXID가 없는 SNC SCANDIC COIN 출금
-
BitMart تحت ضغط لتقديم توضيحات: عمليات سحب عملة SNC SCANDIC COIN لا تزال بدون معرّف المعاملة (TXID) بعد مرور ثمانية أيام
-
BitMart змушений надати пояснення: виплати в SNC SCANDIC COIN через вісім днів досі без TXID
-
BitMart sob pressão para dar explicações: os levantamentos de SNC SCANDIC COIN continuam sem TXID após oito dias
-
Israel transmite aos Estados Unidos suas 'preocupações' sobre o plano para Gaza
-
BitMart 面臨解釋壓力:SNC SCANDIC COIN 提現八天後仍無 TXID
-
Candidato de Trump a procurador-geral anuncia acordo com senadores após impasse
De Gaza ao Líbano, o cirurgião que opera crianças feridas na guerra
Três semanas de guerra no Líbano e nenhum descanso para o médico Ghassan Abu Sittah, um cirurgião que, entre uma operação e outra, descreve à AFP uma “corrida contra o relógio” para salvar crianças feridas nos bombardeios israelenses.
No Hospital Universitário Americano de Beirute, sua unidade de cuidados intensivos pediátricos recebe os casos mais críticos de todo o país, junto a pais desesperados.
No dia em que falou com a AFP, o fogo atingiu um quarteirão no centro da capital, e três crianças foram resgatadas com vida debaixo dos escombros, gravemente feridas.
“Uma menina de 11 anos tinha estilhaços no abdômen e o pé parcialmente amputado […] mas vai sobreviver”, relata o médico, que vive no campus universitário e corre para o centro cirúrgico sempre que há uma emergência.
No Líbano, bombardeado por Israel após os ataques do movimento Hezbollah em 2 de março, já morreram 118 crianças e 370 ficaram feridas, segundo o último balanço oficial, que continua aumentando.
O médico palestino-britânico, especialista em reconstrução, enumera os ferimentos que vê todos os dias: membros arrancados, traumatismos cranianos, lesões cerebrais, estilhaços no rosto e nos olhos.
“Muitas vezes vemos tudo isso em uma só criança. Isso significa que ela terá de se submeter a muitas cirurgias”, aponta o homem de barba grisalha e olheiras profundas, visivelmente exausto.
- Não é apenas um número -
Aos 57 anos, Abu Sittah já viu de tudo. Dedicou a vida a atender civis feridos nas crises que cobrem de sangue o Oriente Médio.
A violência é uma “doença endêmica” na região, comenta, desalentado, mas “a gente nunca se acostuma” ao sofrimento das crianças, porque “uma criança nunca deveria se tornar anônima, um simples número”, insiste.
Sua primeira experiência em um conflito foi em 1991, quando era estudante de Medicina e testemunhou os estragos da guerra do Golfo após a retirada das tropas iraquianas do Kuwait, onde nasceu, filho de um refugiado palestino de Gaza e de uma mãe libanesa.
Ali ele descobriu sua vocação. Do Reino Unido, onde obteve seu diploma, viajou para Gaza durante a Primeira Intifada; para o sul do Líbano bombardeado por Israel em 1996; para o Iraque e o Iêmen, além de voltar à faixa palestina a cada nova guerra.
Em 2023, escapou por pouco de um ataque contra um hospital em Gaza, onde passou 43 dias após o início das represálias israelenses que se seguiram ao ataque de 7 de outubro.
Para Abu Sittah, o paralelismo com o que acontece hoje no Líbano é evidente.
“É uma Gaza em miniatura”, ressalta. Embora a taxa de mortalidade seja menor, as infraestruturas e os profissionais de saúde também estão pagando um preço muito alto.
- Ambulâncias bombardeadas -
Com os bombardeios incessantes sobre os subúrbios do sul de Beirute, “perdemos quatro hospitais [forçados a evacuar], um dos quais tinha uma importante unidade de urgências pediátricas”, acrescenta.
Várias crianças gravemente feridas também morreram porque não puderam ser transferidas a tempo de zonas rurais em que os centros de saúde têm menos recursos, segundo o médico.
“As ambulâncias são alvo dos israelenses, e transferir crianças [...] é muito perigoso. Essas transferências só podem ser feitas de dia e levam muito tempo”, explica.
Radicado em Beirute há vários anos, em 2024 ele criou o Fundo para a Infância Ghassan Abu Sittah, cujo objetivo é fornecer atendimento médico em Gaza e no Líbano, mas também um acompanhamento integral uma vez que as crianças recebem alta.
Seu paciente mais jovem tem quatro anos. Seus pais e seus três irmãos morreram em um bombardeio; ele perdeu um pé, além de apresentar uma lesão na cabeça e precisar de um acompanhamento físico e psicológico intensivo a longo prazo.
“A quem confiá-lo? Quem vai cuidar dele?”, questiona. “Muitas crianças vêm de contextos pobres que não têm condições de enfrentar tudo isso […] Não é só o corpo que fica destruído, é toda a estrutura familiar”, destaca.
J.Bergmann--BTB