-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
OMS inicia assembleia anual em momento de preocupação com hantavírus e ebola
Os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) celebram nesta segunda-feira (18), em Genebra, sua reunião anual em meio à preocupação com os surtos de hantavírus e ebola, além da incerteza provocada pelas saídas anunciadas dos Estados Unidos e da Argentina.
Embora o raro surto de hantavírus em um cruzeiro, que chamou a atenção mundial, não apareça oficialmente na agenda, o tema deve ocupar um lugar de destaque nas discussões, assim como o novo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC).
Uma fonte diplomática, que pediu para não ser identificada, disse que seria interessante ver como a OMS utiliza os dois surtos para "pressionar (Estados Unidos e Argentina) a não abandonarem" a organização.
A reunião anual para tomada de decisões da OMS, que prosseguirá até sábado (23), acontece após um ano difícil para a organização.
A OMS perdeu força com a saída anunciada dos Estados Unidos e os cortes de financiamento que a obrigaram a reduzir seu orçamento e o quadro de funcionários.
"Agora estamos estáveis e avançando", declarou no fim de abril o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A situação "continua frágil, mas eles tiveram sucesso em mobilizar a maior parte dos recursos" necessários para os próximos dois anos, declarou à AFP Surie Moon, codiretora do Centro de Saúde Global do Instituto de Pós-Graduação de Genebra.
A crise do hantavírus ofereceu "uma ilustração clara da razão pela qual o mundo precisa de uma OMS eficaz, confiável, imparcial e com financiamento previsível", acrescentou.
- Divisões -
A contínua divergência entre países ricos e países em desenvolvimento bloqueou, por exemplo, os avanços na peça-chave que falta no histórico tratado sobre pandemias de 2025 da OMS. Agora, analistas esperam que as negociações prossigam por mais um ano.
Também não está claro o que será decidido sobre as saídas anunciadas dos Estados Unidos e da Argentina.
O presidente americano Donald Trump entregou à OMS a notificação de retirada de seu país no primeiro dia de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. O aviso tem prazo de um ano para ser efetivado. A Argentina aderiu à iniciativa americana pouco depois.
A OMS, cuja constituição não inclui uma cláusula de retirada, não confirmou nenhuma saída.
Os Estados Unidos reservaram o direito de abandonar a organização quando aderiram à OMS em 1948, com a condição de um aviso prévio de um ano, além de cumprir plenamente suas obrigações financeiras para o ano fiscal.
Embora o período de aviso prévio já tenha expirado, Washington ainda não pagou suas contribuições de 2024 e de 2025. O país deve quase 260 milhões de dólares (1,3 bilhão de reais).
Quando o conselho executivo da OMS se reuniu em janeiro, Israel apresentou uma resolução para aprovar a saída da Argentina — algo que se espera que os países debatam durante a assembleia —, mas nenhuma palavra foi citada sobre a saída dos Estados Unidos.
Diplomatas e observadores concordam que há um amplo consenso de que seria melhor manter uma zona cinzenta a respeito da saída dos Estados Unidos.
- Campanha de eleição -
A assembleia acontece enquanto começa o processo para a eleição, no próximo ano, de um novo diretor-geral da OMS. Nenhuma candidatura foi apresentada até o momento, mas alguns anúncios devem acontecer durante a semana.
Também estão sobre a mesa várias resoluções delicadas, incluindo textos sobre a Ucrânia, os territórios palestinos e o Irã, que podem provocar debates complexos.
Grande parte das discussões desta semana se concentrará em definir se deve ser iniciado um processo formal de reforma da chamada "arquitetura da saúde global", uma série de organizações que nem sempre trabalham em conjunto.
A ministra da Saúde do Canadá, Marjorie Michel, declarou à AFP que "a crise atual, com a saída de atores-chave, também permite... à OMS voltar a examinar sua estratégia com seus membros".
Um eixo central será garantir que o processo não implique sacrificar temas "polêmicos", como o clima e os direitos à saúde sexual e reprodutiva, no contexto da redução do financiamento internacional para a ajuda.
Mas Thiru Balasubramaniam, da ONG Knowledge Ecology International, declarou à AFP que a OMS já "reduziu algumas atividades, também na área de saúde sexual e reprodutiva".
O.Lorenz--BTB