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EUA realizará controles de detecção de ebola em aeroportos
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (18) que reforçarão as precauções para prevenir a propagação do ebola por meio da realização de controles sanitários em aeroportos para passageiros das zonas afetadas e da suspensão temporária de vistos.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciaram medidas depois que a Organização Mundial da Saúde declarou o surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) uma emergência sanitária internacional.
Satish Pillai, responsável pela gestão de incidentes relacionados ao ebola nos CDC, disse a jornalistas que um americano que está na República Democrática do Congo a trabalho contraiu o vírus.
"Neste momento, os CDC consideram que o risco imediato para o público geral dos Estados Unidos é baixo", afirmou a agência de saúde pública em um comunicado.
Além dos controles de triagem em aeroportos, os Estados Unidos implementarão restrições de entrada para portadores de passaportes não americanos que tenham viajado para Uganda, a RDC ou o Sudão do Sul durante os últimos 21 dias.
O presidente americano, Donald Trump, disse na segunda-feira que o surto "por enquanto se limitou à África", embora tenha demonstrado preocupação com a situação.
Os Estados Unidos, sob a presidência de Trump, retiraram-se oficialmente este ano da Organização Mundial da Saúde.
Nos últimos dias, autoridades americanas evitaram responder perguntas sobre como os cortes do governo na Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, fundamental na resposta a surtos anteriores de ebola, afetaram os esforços atuais para monitorar e administrar a propagação do vírus.
As autoridades dos CDC ressaltaram que estão colaborando com parceiros internacionais e autoridades sanitárias nos países afetados.
E o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou em um comunicado nesta segunda-feira que mobilizou 13 milhões de dólares em ajuda para "esforços de resposta imediata".
Mas Matthew Kavanagh afirmou que a resposta americana até agora havia sido "decepcionante".
"O governo afirmou que poderia negociar acordos bilaterais e substituir a capacidade da OMS com esforços internos. Este surto demonstra claramente que essa é uma estratégia fracassada", declarou à AFP.
Não há vacina nem tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto.
Há 91 mortes relacionadas a este surto, segundo números publicados pelo Ministério da Saúde congolês no domingo.
Foram reportados 350 casos suspeitos. A maioria dos afetados tem entre 20 e 39 anos e mais de 60% são mulheres.
L.Dubois--BTB