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Quenianos protestam contra centro de quarentena de ebola para americanos em cidade turística
Uma pessoa foi atingida por um tiro na cabeça durante confrontos entre a polícia queniana e manifestantes contrários à construção de um centro de quarentena para cidadãos americanos em uma cidade turística.
O centro médico, instalado em uma base aérea na cidade de Nanyuki, perto do Monte Quênia, será utilizado para isolar americanos procedentes da República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta um surto de ebola.
O Quênia nunca registrou um caso de ebola e muitos se opõem à ideia de transportar ao país possíveis portadores dessa doença altamente contagiosa.
Confrontos foram registrados em diferentes pontos de Nanyuki. Os manifestantes estabeleceram barricadas e atiraram pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água.
Tiros foram disparados e correspondentes da AFP observaram um homem caído, imóvel, depois de ser atingido na cabeça. A Cruz Vermelha informou que outra pessoa ficou ferida devido ao gás lacrimogêneo.
Dezenas de pessoas foram detidas, inclusive por policiais à paisana. "Laikipia não é um lixão... Não estou feliz com a decisão dos Estados Unidos de construir um centro de quarentena em nosso país", declarou Priscilla Waimani, 47 anos, enrolada em uma bandeira queniana.
O centro, que estava quase concluído no fim da semana passada, deve ter 50 leitos de isolamento e será administrado por americanos.
O governo do presidente William Ruto insiste que tem uma dívida com Washington por anos de ajuda econômica.
Os Estados Unidos, por sua vez, prometeram 13,5 milhões de dólares para os esforços de prevenção do Quênia contra o ebola.
M.Odermatt--BTB